IBGE – CENSO 2010

Nesta sexta feira dia 13, fui entrevistada pelo censo, na pessoa de um rapaz jovem e muito simpático. Embora as perguntas tenham apenas cunho informativo, uma me colocou a pensar além do propósito da entrevista.
- A senhora se considera branca, parda, amarela?? Ele falou
Eu ri....
- Sou 25%, meu pai era negro com índio e minha mãe Italiano e Portugues.
- Posso colocar que a Senhora é parda, então? ele perguntou
Novamente eu ri ... e falei que branca certamente não sou...
- E seu esposo?
- Ele é italiano com italiano – eu respondi
- Então posso colocar que ele é branco?
- claro!!! Concordei
-Sua filha posso por como parda também?
Sorri novamente concordando....
Então ele leu para que eu confirmasse... Seu marido branco, a senhora e sua filha estão como pardas, ok?
Concordei novamente....
Esse diálogo me levou a divagar:

......tenho boca e voz de negro (diga-se de passagem uma boca muito elogiada), tenho nariz de negro (que casa harmonicamente com o entorno) e sou provida de coxas grossas e bumbum avantajado, meus cabelos embora nas pontas sejam lisos, na realidade são de um pixaim as avessas, pois a raiz é crespa, os fios são finos e lisos. Nunca em minha vida considerei alguém por sua cor de pele, ou seu status social. Sempre achei que essa classificação era uma mística ou que dissesse respeito aos carinhas que trabalham em cartórios. Abomino quem discrimina qualquer ser humano seja qual for o motivo. E tive dificuldade em classificar-me pela cor de minha pele, pois no verão, embora use protetor solar FPS30, fico parda escura minha certidão de nascimento diz que sou branca (acho que foi uma gentileza do escrivão da época....rsrsrs) Meu pai nasceu pardo escuro, na carterinha de reservista era pardo médio e morreu aos 56 anos e em sua certidão de óbito é pardo claro (creio que se vivesse até hoje talvez estivesse branco e com os olhos azuis...rsrsrsrsrsrs) e olha que o escrivão do cartório conviveu com ele e, conhecia toda a família. Eu sei que sou brasileira, original, como a maioria da população deste país sou 25% e alguns são menos que isso. Mais somos BRASILEIROS, NÃO brasileiros. Temos direito e devemos fazer com que o mundo os conheçam. Quando ouço a expressão:

“coisa de preto” emendo, então é coisa boa e bonita, pois meu pai era negro e me fez maravilhosa! – já calei muita boca assim na esportiva... mais as vezes cansa, ninguém quer ser diferente, a constituição garante que somos iguais independente de cor, raça , religião, preferência sexual, time que torce, status social. Precisei aprender que o que as pessoas compram é a postura. Experimente entrar com postura de salto XV, calçando havainas, em uma loja, o atendimento é fantástico. Já o inverso também vale, entrar com postura de Chinelo de dedo, num salto XV, faz com que você seja maltratado... Ainda não descobri o porquê, mais se andarmos com postura de subserviencia as pessoas acham que podem nos enganar e maltratar. Parto do principio: Faço ao outro o que eu gostaria que ele fizesse a mim. E acredito profundamente que se todos fizessem o mesmo o mundo seria muito melhor. E você o que acha???

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