A lei do lixo...

Eu costumo lavar e separa as embalagens antes do descarte do material para a reciclagem e sempre me questionei porque os prefeitos não investem em cooperativas que façam a reciclagem ou a venda destes materiais. Agora quando ouvi sobre a nova lei que foi sancionada nesta segunda feira (dia 02/08) fiz alguns questionamentos que posto aqui para que outros questionem também.
...A nova lei, que entra em vigor a partir da publicação no Diário Oficial da União, determina que as prefeituras devem construir aterros sanitários adequados ambientalmente, onde só poderão ser depositados os resíduos sem qualquer possibilidade de reaproveitamento ou reciclagem. De acordo com a proposta, será proibido catar lixo, morar ou criar animais em aterros sanitários e também não será permitida a importação de qualquer tipo de lixo....
- Isso qualquer prefeito de carne e osso, já deveria impedir, se não o fazem estão ocupando a posição com que mérito? certamente não de um administrador público.

...A proposta prevê ainda o sistema de logística reversa. Por esse sistema, empresas responsáveis pela fabricação e comercialização de produtos recicláveis e reutilizáveis devem recolher esses materiais do mercado. A nova lei, no entanto, não prevê de que forma se dará essa logística. Isso ainda depende de regulamentação para ser colocado em prática.
-As empresas colocam em seu custo o valor da embalagem, preocupando-se apenas com o seu lucro, desta forma terá que saber também como fazer para eliminá-lo e com isto também poderá gerar mais empregos e programas que ensinem o consumidor a reutilizar ou reciclar..... será interesse dos mesmos. E nós teremos que nos comprometer em devolver a eles o que eles produziram para que seu produto chegue até nós. Mais como será feita essa logística ? que tipo de transporte? quanto de CO2 será produzido para isso?

...Gerar energia elétrica a partir de material proveniente de aterro sanitário em cidades com mais de 200 mil habitantes pode se tornar realidade
-Isso eu acho que deveria ser feito em cidades de todos os tamanhos, pois evita um custos desnecessário as mesmas.  Afinal nossa energia é finita. Nossos netos talvez não tenham as facilidades que temos pois o planeta estará infértil e sujo. O custo da agua será altíssimo..

Bem os comentário em preto eu retirei da Tribuna do norte texto na integra aqui lá você poderá se indignar como eu, ao pensar porque todos precisam de uma lei para dizer-lhes como deverá agir de forma a não prejudicar o planeta... Eu sei que faz anos que faço a minha parte... levo pilhas e lâmpadas para descarte em locais que divulgam que os recolhem, separo todo o que pode ser reutilizável ou reciclado, e em algumas casos eu mesma faço a reutilização. Sempre que posso converso com os catadores e entrego em mãos o que separei. Não deixo nas calçadas para evitar que com o vento ou chuva eles acabem rolando pelas ruas. Agora acredito mais em meu país mais ainda tenho receio quanto aos prefeitos que acham que plantar flores e fazer praças é para o que foram eleitos. As cidades precisam de saneamento básico, empregos, escolas, creches que abram as 07h e fechem as 19h, sem férias, pois os trabalhadores precisam ter onde deixar seus filhos em segurança, durante todo a sua jornada de trabalho (que normalmente é de 08h, sem recesso e com apenas um mês de férias por ano e nem sempre no mesmo mês)... postos de saúde com bons profissionais e com remédios. Pessoas que aproveitem o presente sem descuidar do futuro.
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4 pessoas me fizeram feliz, falta só você:

Anônimo publicou o comentário número:

Essa nova lei é a cópia fiel do que já acontece no Japão. Pra vc ter uma idéia tem cidades aqui onde no saco de lixo vc tem que escrever o teu nome e o número do teu apto ou casa para caso haja um problema o lixo é devolvido a vc. Existem os diasde cada lixo; resto de comida, papel, vidro, garrafas e latas,etc. Se vc jogar o lixo no dia errado ele volta à vc e se continuar errando vem uma multa da prefeitura. o maior problema nosso aqui é quando queremos trocar uma Tv, sofá, geladeira e ter que chamar ou a empresa que cata esses tipos de lixo e vc paga uma taxa a eles ou levar até a loja onde vc comprou e ali tambpem se paga uma taxa só que menor. Mesmo quando nos desfazemos de algo temos que pagar e ai de quem não fizer isso. E deus o livro achar algo jogado nas calçadas como é comum ai no Brasil.
Mas isso é questão de cultura, o brasil ainda não achou a sua, em pensar que até a chegada de D.João VI ao Brasil não existiam nem universidades, livros, arte, educação, as pessoas comiam com as mãos sem talher,faca era uma para todos, os estrangeiros chegavam ai e diziam: Nossa quantos selvagens :S
Foram 13 anos de realeza e roubo e corrupção mas graças a Napoleão eles foram parar ai e pelo menos levaram um pouco de educação e costumes que até então os brasileiros desconheciam.

Brasil Desnudo publicou o comentário número:

Bom dia Adelaide!!
A Lei já existe em vários estados e municípios, mas o problema maior, é a falta de estrutura do poder público, onde acha mais viável e barato, manter os aterros sanitários a céu aberto...
Aki no Rio, onde temos os chamados lixões, o que é um afronto à saúde pública, o lixo reciclado, coletado juntamente com o lixo comum, muitas das vezes é jogado no mesmo local, havendo assim, o descaso e a falta de estrutura da Prefeitura....
O Correto Adelaide, seria o Ministério Público impor fazer a lei, onde as prefeituras construissem usinas recicladoras, assim evitaria os lixões, onde crianças e famílias sofressem com o gás tóxico exalam, e que as pessoas alí, respirando o dia todo, causando diversos tipos de doenças, principalmente as crianças, as mais afetadas... É o descaso do poder público mesmo, a falta de uma política mais séria.
Bela colocação, a matéria postada...

Meus parabéns, e um lindo dia pra ti

Marcio RJ

Adelaide publicou o comentário número:

Comentário 01 - amiga, adorei as idéias dos Japoneses (parte do principio que se você comprou é teu, ou guarda na tua casa ou dá aquilo um destino correto), aqui talvez as pessoas ficassem mais reticentes pelo fato de ter que pagar taxas, acabariam por atear fogo, o que poluiria ainda mais. Mas se conseguissemos que as prefeituras criassem postos de coleta, que recebessem todos os tipos de material reciclavel e depois desse a eles o devido destino já seria ótimo. Por enquanto eu só sei que em Curitiba você liga eles vão buscar(os lixos maiores). Eu tenho fé que em breve a maioria faça isso.

Brasil Desnudo... eu acompanho que existe essa lei em alguns Estados, concordo que falta estrutura ao poder público para reformularem seus lixões, mais o que me entristece é saber que existem várias outras ações que estes "homens públicos" poderiam colocar em prática e com isso diminuir o nr. de desempregado e o problema do acumulo de "lixo" rico nestes ditos lixões. Veja um Galpão classificatório, para recebimento e separação de todos os reciclaveis e reutilizaveis, não custaria muito aos cofres públicos,e o que fosse passivel de uso o municipio mesmo poderia distribuir para os moradores mais pobres e o restante poderia vender e gerar renda. Por isso concordo com você falta uma política mais séria.

Abraços

Sheila Duarte publicou o comentário número:

Oi Adelaide fiquei feliz com a discussão que vc trouxe para o seu blogue. Parece absurdo, mas esta lei demorou 20 anos para ser aprovada. Agora a luta é para fazer com que ela seja cumprida.
Lendo o depoimento da nossa amiga do Japão vemos como duas realidades podem ser tão antagônicas. Talvez lá pela falta de espaço o poder público teve que agir com rigor desde sua origem. Mas aqui como temos a ingênua idéia de que os recursos naturais são inesgotáveis exterminamos áreas férteis e aproveitáveis em lixões, contaminamos a água com uma leviandade assustadora, entre outras muitas barbaridades.
O problema hj é que não basta só querer fazer algo, temos que forçar que empresas e o cidadão assuma certos compromissos que vão ditar a nossa própria existência futura. E para isso precisamos de todo o aparato do poder público no sentido de exigir que a lei se cumpra e de estrutura para que ela se cumpra!!!
Um exemplo é o descaso na cidade de SP. Lá existem várias cooperativas de catadores que estão há anos lutando com a prefeitura para que esta faça convênios com elas, para reciclarem o lixo. Estes processos se arrastam por anos e a cidade acaba por ostentar o ridículo índice de q só 1% do lixo é reciclado pela prefeitura. Os catadores em seu árduo trabalho, não reconhecidos e marginalizados é que são os verdadeiros agentes ambientais e promovem a reciclagem na cidade. São explorados por donos de depósitos e são mal orientados em seu próprio trabalho. Desconhecem seu valor para a sociedade e trabalham de forma muito cruel, como burros de carga, sem apoio, sem capacitação, sem assistência, sem abrigo (muitos são moradores de rua). Enfim, gente disposta a trabalhar tem o que falta é vontade política, compromisso e visão sobre a atual realidade, bem como, da cobrança do cidadão para que as coisas aconteçam. Parabéns. Super Bjão.



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