Phisalis

Um dia uma amiga deu-me uma frutinha linda, falou-me que era comestível e gostosa... minha curiosidade foi maior que minha gula, eu a plantei. Mas só depois de alguns dias dirigi-me ao computador e comecei uma árdua pesquisa por um fruto cujo nome eu não sabia. Andando no mercado municipal em Curitiba, descobri o nome e o valor....caríssimo apenas um punhadinho pequeno da fruta. Munida do nome consegui concluir minha pesquisa, e para meu espanto aquela minúscula frutinha carregava em seu interior tantas propriedades que quase tive vontade de surtar (porque não esperei a fruta secar para fazer várias mudas....eu simplesmente enterrei em um vaso, e nem sei em qual...).....esperei, esperei..... até que um belo dia apareceram vários brotos em um mesmo vaso... pulei de alegria.... mais depois descobri que era tangerina (é que eu comia a fruta e colocava as sementes no vaso..rsrsrs) Mais um belo dia olhando no vaso onde estava o meu pimentão vermelho (que eu também enterrei as sementes de qualquer jeito...rsrs) percebi um matinho estranho e resolvi cuidar dele com carinho....

Estas já são da minha horta, que no momento é composta por um pé de phisalis, um de pimentão vermelho e hortelã...rsrs......

E agora que já sei qual é o sabor desta frutinha.... demorou 6 meses para dar a primeira colheita.... Vou contar a vocês um pouco do que descobri sobre ela:

Nome científico: Physalis angulata    Família: Solanaceae
Gênero: Physalis                              Espécie: Angulata
Sinônimos: Physalis capsicifolia, Physalis lanceifolia, Physalis ramosissima

Partes Utilizadas: Toda planta, folhas e raízes

A physalis é uma fruta bem interessante: considerada exótica, é encontrada no mercado a preços elevados, mas, apesar disso, no Norte e Nordeste do nosso país ela é comum nos quintais e chamada por nomes bem brasileiros: camapum, joá-de-capote, saco-de-bode, bucho-de-rã, bate-testa e mata-fome.


Essa variedade nativa é a Physalis angulata, da família das Solanáceas, a mesma do tomate, da batata, do pimentão e das pimentas. Originária da Amazônica e dos Andes, a physalis possui variedades cultivadas na América, Europa e Ásia.

Na Colômbia, é conhecida como uchuva e no Japão, como hosuki. É uma planta arbustiva, que pode chegar aos dois metros de altura. As frutas são delicadas, pequenas e redondas, com coloração que vai do amarelo ao alaranjado, envolvidas por uma folha fina e seca, em forma de balão. Com sabor doce, levemente ácido, a physalis é consumida ao natural e usada na preparação de doces, geléias, sorvetes, bombons e em molhos de saladas e carnes. É rica em vitaminas A, C, fósforo e ferro, além de alcalóides e flavonóides.

Seu lado medicinal não deixa a desejar: é conhecida por purificar o sangue, fortalecer o sistema imunológico, aliviar dores de garganta e ajudar a diminuir as taxas de colesterol. A população nativa da Amazônia utiliza os frutos, folhas e raízes no combate à diabetes, reumatismo, doenças da pele, bexiga, rins e fígado.

A planta tem sido estudada também por fornecer um poderoso instrumento para controlar o sistema de defesa do organismo, diminuindo a rejeição em transplantes e atacando alergias. Pesquisadores da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) da Bahia identificaram substâncias com esse potencial na Physalis angulata e já solicitaram patente sobre o uso delas. Testadas por enquanto em camundongos, espera-se que as fisalinas (chamadas de B, F e G) tenham um efeito tão bom quanto o das substâncias usadas hoje para controlar o sistema imune, mas com menos efeitos colaterais, quando forem usadas em pacientes humanos.

"Em geral, ela é usada na forma de chá ou infusão", diz Milena Soares, pesquisadora da Fiocruz. A erva cresce na América Latina e na África, e as moléculas que produz, as fisalinas, atraíram a atenção dos cientistas porque pertencem ao grupo dos corticosteróides, usados hoje para controlar o sistema imune. "Essas substâncias já tinham sido descritas, mas nós fomos os primeiros a estudar suas propriedades", conta Soares. O trabalho foi publicado na revista científica "European Journal of Pharmacology" (www.sciencedirect.com/science/). Se for comprovado que as substâncias causam menos efeitos colaterais, a pesquisadora diz que os pacientes com o sistema imune hiperativo seriam poupados de inchaços ou da diminuição da produção de células do sangue na medula óssea, causada pelos medicamentos utilizados hoje.

Se quizer saber mais vá até este site que tem várias informações, inclusive receitas....
Um grande Abraço
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1 pessoas me fizeram feliz, falta só você:

Beatriz Paulistana publicou o comentário número:

Olá minha linda Pérola!!!
Nem conhecia...
Agora se der pra enviar algumas sementinhas com certeza meus pais vão fazer render. Pois vivem a plantar...
Abraços!!!
Bjokas...da Bia!!!



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