Em 2007 consegui um emprego de professora auxiliar, numa escola particular turma de 2ª série com 12 alunos sendo que um deles tinha diagnóstico de AUTISMO e SÍNDROME DE ASPERGEN. Eu tinha como instrução a Tese apresentada pela dona da escola na Pós-graduação. Um trabalho muito bem elaborado, mas eu queria mais para conseguir fazer um trabalho de forma coerente e que facilitasse o desenvolvimento da aula para todos os alunos. Por isso quando não estava trabalhando eu estava mergulhada na internet pesquisando, fiz resumos, montei tarefas, e métodos de ensino para que comigo ao seu lado a turma toda conseguisse aprender. Meu trabalho consistia em fazer com que um aluno em questão não interferisse na aula e que os outros entendessem que ele era um amigo inteligente que tinha algumas necessidades especiais. Nesse período aprendi muito, alguns falavam que eu tinha muita paciência, mas posso dizer que paciência eu aprendi quando tive minha filha. Com o Gabriel eu aprendi  tolerância.

O autismo é uma disfunção global do desenvolvimento. É uma alteração que afeta a capacidade de comunicação, socialização e de comportamento. O transtorno afeta, em média, 1 em cada 110 crianças nascidas nos Estados Unidos. No Brasil ainda não há estatísticas e lutamos por esses dados pois, assim, poderemos cobrar, com maior eficácia, nossos direitos junto aos governantes.Um dos mitos comuns sobre a síndrome é de que os autistas vivem em seu mundo próprio. Isto não é verdade. Se uma criança autista fica isolada em seu canto observando as outras crianças brincarem, não é porque ela necessariamente está desinteressada nessas brincadeiras ou porque vive em seu mundo. Pode ser que essa criança simplesmente tenha dificuldade de iniciar, manter e terminar adequadamente uma conversa.


Então eu quero dividir com você que eu já não trabalho mais com (educação) mas sei o quão difícil é para uma família receber o diagnóstico de autismo, ter informações então, dependendo de onde você mora, é quase uma luta inglória.Toda criança autista nasce sem sintomas é comum apresentar alguns sintomas após os 3 anos de idade e por vezes é ignorado, ou incompreendido. Aí em uma visita ao blog As peripécias de Eva  vi um post sobre a divulgação de um concurso fotográfico que está acontecendo com foco no autismo. E descobri o blog Estou Autista   
Vamos sair da concha e fazer a nossa parte, participe o prêmio é ótimo primeira etapa dinheirinho e segunda etapa é da La poeme. O autismo precisa ser compreendido. Eu aprendi muito com o trabalho que fiz, sei que tornei-me alguém muito melhor. Vem comigo, divulgue e participe.
Tenha um ótimo dia

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15 pessoas me fizeram feliz, falta só você:

Simone Scharamm publicou o comentário número:

Oi, Adelaide,
Nos meus tempos de educadora, trabalhei numa instituição da APAE, onde tinha uma turma mixta, de crianças com diversas síndromes.Confesso que senti muita dificuldade em me adaptar. Afinal eu já alfabetizava em escolas regulares há muitos anos e todo o processo com crianças especiais é bastante lento e é preciso haver muita repetição, paciência, estímulo, e principalmente amor. Foram só 3 anos, mas me marcaram pelo resto da vida. Jamais esquecerei tudo que aprendi com os meus aluninhos!
Beijo pra você e parabéns pelo post!

Néia Lambert publicou o comentário número:

Adelaide achei muito legal vc ter se interessado e pesquisado sobre o assunto para bem saber trabalhar com o seu aluno autista. Eu fico muito revoltada quando vejo profissionais da educação que simplesmente ignoram a situação. Isso tem acontecido com o filho de uma conhecida minha, a professora disse à mãe que não pode fazer nada se ele não acompanha a turma. É de doer!

Beijos

Karla Coelho publicou o comentário número:

Adelaide, já dei um grito de felicidade só de ver que vc tinha divulgado o post... o segundo passo foi chorar com suas belissimas palavras e com o seu sentimento em querer colaborar com as pessoas especiais. Obrigada por ter sido ímpar na vida de um autista, obrigada por divulgar o post e o concurso, obrigada, obrigada, obrigada. Eu e Luiza somos TDAH não diagnosticadas. Sempre soubemos que tínhamos algum problema pois somos hiperativas, sempre trabalhamos sob pressão, nunca tivemos foco, sempre conversamos demais e fazemos amizades muito rápido, vivemos cheias de roxos de tanto que somos desastradas e etc. Começamos a estudar até que descobrimos em uma entrevista no Jô Soares sobre o DDA. Começamos a estudar e ler sobre o assunto. Depois ganhamos nosso mano e tivemos que ir atrás de informação para ajudá-lo. Um dia fomos a um congresso biomédico e descobrimos que TDAH é espectro autista. Tínhamos que fazer algo por nosso irmão Luiz Júnior e por nossos irmãos autistas, hiperativos e TDAH espalhados pelo mundo. Mas como agir se não somos da área de saúde? Aí resolvemos linkar a publicidade com isso tudo. Criamos o blog e começamos a diagramar artigos, escrever com palavras fáceis o que a biomedicina explica e etc. Através do blog e dessa divulgação, além de ajudarmos muitas pessoas, ganhamos muitos presentes como o seu comentário e divulgação.

Um professor pode evoluir ou regredir um autista. Lu mesmo teve ótimos professores e outros péssimos. Ano passado fomos a uma audiencia pública em Brasília lutar pelo direito dos autistas e meu pai pagou uma van pra mais pessoas poderem ir. NINGUÉM do colégio do Lu foi sendo que a diretora liberou e a ida e volta eram de graça... são coisas que nos entristecem. Mas quando leio o quanto vc estudou e o quanto foi importante na vida desse asperger e de todos os seus alunos eu penso que tudo ainda tem jeito e me encho de esperança... esperança na cor azul. Participem, pessoal! Vamos nos unir em prol do autismo. Beijokas!

martinha publicou o comentário número:

Parabéns pela iniciativa Adelaide, estudei com um menino autista no ensino médio, no 2.º ano do colegial ele já havia passado na Fuvest para o curso de engenharia que ele pretendia e no final do 3.º ano repetiu a dose, o menino era o mais inteligente da classe e tb uma pessoa muito solidária e amiga. Contudo sofria com as piadinhas e brincadeira de mau gosto de uns meninos... Penso que todos nós temos necessidades diferentes, logo ninguém é perfeito e que temos que apreender a conviver com as diferenças e ser tolerantes com as necessidades dos outros. Beijo e té+

A Designer de Joias publicou o comentário número:

Que bacana seu depoimento Adelaide. Eu cheguei a cursar Psicologia e fiz um curso de extenção sobre crianças autistas e fiquei impressionada com a realidade dificil que eles e as familias encontram para poder socializar-se. Divulgar é preciso, pois ainda existe muito preconceito.
Bjos e parabéns pela sua atitude e empenho em prol de algo que só beneficiou a todos...

Ly Mello publicou o comentário número:

Oi Adelaide, não poderia ter dia melhor pra te visitar!
Eu tenho um sobrinho de 10 anos e que é autista. Só descobrimos qd ele tinha por volta de 4 anos. Foram tempos difíceis, mas agora ele já fala tudo, lê tudo, interage super bem, é uma criança linda e muito educada!
Durante uns anos, ele frequentou o Mão Amiga, aqui no Rio de Janeiro, que é uma Ong para autistas, e graças à eles, a vida do Iuri, teve uma mudança radical, pq até a família mesmo fica desorientada diante de um diagnóstico desses, sem saber como lidar com a situação.

Beijocas.

☼Patricia publicou o comentário número:

Querida
Parabéns pela linda postagem,

http://patryciagluszczak.blogspot.com/

Luiza Coelho publicou o comentário número:

Adelaide,

Quanta felicidade você nos trouxe com esse post... primeiro foi sua visita com o comentário e agora essa surpresa! Muito obrigada por espalhar a informação, diminuir o preconceito e melhorar a nossa qualidade de vida pois só quem tem um parente autista entende o quanto certas coisas doem... e não são coisas que a síndrome traz... são coisas que a ignorância e falta de amor ao próximo trazem! Mas ainda bem que o Lu veio tbm para mostrar que o mundo tá cheio de gente iluminada quanto você que se interessa em ajudar o próximo, o ser humano... para um professor o importante não é pensar no mundo que vai deixar ao aluno mas o tipo de pessoa que vai deixar pro mundo... com esse depoimento nos mostrou que leva a palavra educar a sério... disse que não trabalha mais com educação mas se me permite corrigi-la, acho que se enganou... está trabalhando com o blog, trazendo assuntos interessantes, úteis!
Também aproveito o espaço para me colocar a disposição de qualquer pessoa que queira trocar idéia sobre autismo. Eu e Karla respondemos todos os nossos emails através do blog e adoramos conhecer pessoas!
beijos e mais uma vez obrigada por tudo!

RENATA REIS publicou o comentário número:

OI AMIGA , TAMBEM ESTAva com saudades, passei pra te dar um beijinho, depois volto pra conversar + um tiquinho, beijos!!!♥

Paula... publicou o comentário número:

Com minha filha caçula, estuda o Leo...um fofuxo, que AMA folhear revistas e livros, ele gosta de abraçar e tocar as pessoas...um encanto de menino!
Lindo seu relato amiga, colocarei um link na lateral do meu blog...no que eu puder ajudar, aqui estou!

Beijos.

Luci Hora publicou o comentário número:

Eu tenho um aluno autista e, no início, foi muito dificil lidar com isso!
Vc falou a palavra certa: TOLERÂNCIA! É isso que venho adquirindo com o tempo trabalhando com ele!

Apenas um lugar para ser (Lis) publicou o comentário número:

Tolerancia é uma palavra q faz a diferença, bem como respeito. Não sou mto a favor das campanhas q tentam trabalhar o conceito de q somos tds iguais. Pq não somos msm. Somos diferentes, só falta respeito e tolerancia a essas diferenças.

Parabéns pela sua iniciativa!

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Obg pelo seu comentário, vc tem razao, devemos nos perdoar e escrever novas páginas na vida, oq passou, passou.

Bjos!

Lu Brasil publicou o comentário número:

Bem legal isso, vou lá dar uma olhadinha, na sala do Enzo no ano passado tinha um autista, mas ele era meio agressivo então tinha que ter uma monitora só pra ele, bem difícil.
Beijos

Fernanda de Oliveira publicou o comentário número:

Amiga, obrigada por me ajudar, mas estive em São Paulo este fim de semana e encontrei o intensificador de brilho numa travessa da 25 de Março.

Muuuuito obrigada e beijão grandão ♥

Betty Gaeta publicou o comentário número:

OI Adelaide,
Só posso parabenizar vc pelo post e mais ainda por já ter trabalhado com crianças especiais, pois precisa ter dom para tanto.
Bjkas e um resto de semana maravilhoso para vc.

www.gosto-disto.com



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