Físico x emocional

Noticias do PC, gentem ontem o técnico ligou e informou que ainda não descobriu qual o mal  aflinge nosso querido amigo, mas suspeita que seja algo físico (sorte que ele falou com o marido...se é comigo eu já iria fazer aquela cara de susto e dizer: - Sério!!! e eu achando que era emocional.) sim eu quase levei ele ao psiquiatra afinal agora é a moda, sim casal em Curitiba teve trigêmeas e queria levar só duas para casa, reporter perguntou ao médico responsável pela inseminação artificial do caso, se o casal em questão teve acompanhamento psicologico durante o tratamento....   Surtei, ninguém fez acompanhamento psicologico quando eu engravidei, eu era um bebê de 27 anos cheia de idéias, planos e contas para pagar, morava num apertamento de 2 quartos onde um era para eu dormir e o outro para eu criar, tinha prancheta, cavaletes, tintas e outras coisas para artesanato, saia de casa as 7h da manhã para trabalhar e voltava as 23:30h após a faculdade, quando me descobri grávida com 3 meses, chorei por 3 meses, pois não sabia onde iria colocar o bebê (na minha vida) em casa quando alguém me perguntava do quarto do bebê eu falava que compraria uma gaiola para por na janela....pois pobre que mora em casa faz "puxadinho", pobre que mora em apartamento não pode aumentar o imóvel, falava isso sério sem dar uma risadinha......
Nos últimos 3 meses cresceu aquela barriga enorme, e eu amei a cada minuto, conversava e brincava com todo o amor possivel (alguns acreditavam que eu teria gêmeos devido ao tamanho da barriga) quando aceitei a gravidez (lá pelo 6 mês) chamei o marido e decidimos a vida do bb até aos 7 anos de idade, como nos portariamos, quem faria o que e como, buscamos escolas e comprei as primeiras roupas do enxoval...........e gentem se tivesse passado por uma psicologa tenho certeza que ela não me liberaria para ser mãe.... se quisesse adotar não seria aprovada.... mas fui uma mãe plena e muito melhor que muitas mães que vejo por aí.............Meu desabafo é......porque os programas de natalidade envolvem um obstetra/ginecologista, mas não envolvem um psiquiatra, todas nós mães precisamos e muito de acompanhamento, ficamos carente, dependentes precisamos de carinho e principalmente de alguém que nos ouça...........por vezes não temos isso em casa......e agora com esse caso descobri que só se preocupa com o emocional se você quer adotar, não se preocupa com o emocional/psicologico do resto da população.... 
Eu hoje estou mais para lançar uma campanha, viva o desequilibrio emocional, psicologico e físico.... Não conheço alguém "normal". Todos tem seus momentos. E precisamos parar de julgar, cada um tem que enfrentar seus "demônios" internos para conseguir superar e seguir em frente.
Tem uma música do Ney Matogrosso que eu gosto muito cujo trecho reflete bem o que eu penso:
....."dizem que sou louco, por pensar assim, mas louco é quem me diz que não feliz"...

E você como está sua porção de louco ou de médico? tem cuidado bem dessa parte da tua vida? Eu prefiro ser "louca" e feliz a ser normal e triste. E você como prefere?
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10 pessoas me fizeram feliz, falta só você:

Cℓαυ∂iα Hєℓαiทє publicou o comentário número:

Oi Adelaide,
Concordo plenamente com você, toda grávida tem o direito de um aompanhamento psicológico...kkkk
Comigo aconteceu o seguinte... estava namorando a 9 anos, super acostumada ao namoro e por descuido com a pílula engravidei.
1º o pai surtou e terminou comigo achando que eu havia engravidado de propósito...kkk
2º eu surtei porque depois de tanto tempo de namoro e sem planejamento eu engravido...quase endoidei..kkkk
Mas depois de um mês de susto, tudo se resolveu e criamos coragem para juntar as escovas...kkkk
Eu que nunca fui uma Amélia tive que cuidar de casa, de marido e de uma bebê linda!
Surtei, surtei legal... se eu tivesse tido um acompanhamento teria evitado muito sofrimento...kkkk
Ai deixa eu parar de escrever... se não vira um livro.
Beijos.

Néia Lambert publicou o comentário número:

Adelaide, concordo em gênero, número e grau. A música é uma das minhas preferidas, prefiro ser louca e feliz que seguir as regras cruéis de uma sociedade que se diz séria, mas que não sabe sequer educar os seus filhos.

Beijos

Josy publicou o comentário número:

Claro que prefiro ser louca, viver a felicidade, a tristeza, chorar feito uma doida, gritar de raiva, o normal é ser normal, de que adianta ficar gravida e jogar o neném pelo muro do vizinho como se fosse 1 objeto. Nem todas as mulheres nasceram pra ser mães mas isso não lhes dá o direito de se desfazerem de seus filhos como se fosse um pedaço de papel. Tem um monte de gente querendo adotar, tem muita gente querendo ter seus filhos, mas se existe psicológo pra vc adotar um filho, deveria sim existir para as novas mamães, dizem que gravidez não é doença, condordo, mas que ficamos emotivas, choronas, aterrorizadas com o futuro ficamos..por que então não te um psicológo tbém né?? Adorei seu post...bjoca

Rosiane Teixeira publicou o comentário número:

Eu também prefiro ser um tanto louca.E eu sou bem feliz hehehe.
Um beijão querida.
www.rosianeteixeira.blogspot.com

martinha publicou o comentário número:

Bom dia Adelaide tudo bem? Olha penso que o improtante é sermos felizes, precisamos fazer o que queremos na hora que queremos não importando com o que os outros irão dizer pois as pessoas sempre irão falar mesmo. Então viva os loucos sorridentes:-)

Helena Garcia publicou o comentário número:

OI, amiga querida!
Com certeza, toda grávida tinha que ter o direito a um acompanhamento psicológico, até porque, amiga, não existe tarefa mais árdua e maravilhosa ao mesmo tempo que ser mãe, né? Precisamos ser várias mulheres ( mãe, esposa, dona de casa, enfermeira, amante, etc e etc...., né? ) ....só com psicólogo mesmo, amiga!!! rsrsrsrs
Adelaide, fiquei feliz em ver que vc já se acostumou aí em Campo Largo...que bom, flor!
Aqui em casa as coisas estão se normalizando ( maarido estava desempregado e voltou a trabalhar nesta semana )....graças a Deus!

Um beijão cheio de carinho!
Helena
http://diaadiacorridinho.blogspot.com

Joart Flores publicou o comentário número:

Olá!
Te sigo já a algum tempinho, mas nunca escrevi nenhum comentário. Mas como estou num momento meio introspectivo (deve ser a mudança de estação, o tempo está mudando... rs) então acho que estou meio louquinha. Ando pensando demais, ponderando demais, mas é bom de vez em quando dar um tempo ao tempo e parar para pensar um pouco. Gostei muito do seu post
Beijinhos, com carinho

Palavras Vagabundas publicou o comentário número:

Adelaide,
fiquei chocada com esse caso de Curitiba! Pelo que entendi o casal sabia que teria trigêmeos e quem não aceitou a terceira criança foi o pai! Como o hospital não aceitou a responsabilidade de dar um destino a terceira criança chamaram o Conselho Tutelar. Nesse caso quem pirou foi o pai. Engraçado (nem tanto) é que todas as noticias que vi e li, não falam da mãe.
bjs
Jussara

Mayara publicou o comentário número:

Oi Adelaide! Eu também acho que toda gestante deveria ter apoio psicológico. Na verdade, acho que todas as pessoas carentes deveriam ter acesso isso, que pelo SUS infelizmente é muito complicado. Quem não tem psicólogo, faz blog, que nem eu, pra desabafar hehehe
Com relação ao caso de Curitiba, se fosse eu o juíz, tirava as três crianças dos dois fanaferrões, não acredito que eles tenham condições morais de ter um filho!
Um abraço e bonfinzinho de semana!



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