Nome ou apelido?

Descobri que posso usar o blog para imortalizar as passagem de minha vida e da minha família. Sim pois quanto mais gente souber mais a minha história fica viva.
Tanto meu pai quanto minha mãe são de famílias grandes 8 irmãos. Na família de meu pai só ele tinha apelido, era "Pepito", e o tinha desde sua infância,  quando eu questionava sua origem ninguém se lembrava, mas o importante é que pegou de tal forma que na cidade toda ele era conhecido pelo apelido e não pelo nome, seu nome era Édison.

Vovó (mãe de Papai) era uma senhorinha de pele parda, cabelos sempre impecáveis, altura aproximada de 1,55m e bem gordinha, usava decotes profundos com uma medalha de ouro, esta é a imagem que tenho imortalizada. Era muito brincalhona teve 8 filhos sendo 6 meninos e 2 meninas (era assim que ela os chamava, mesmo quando já estavam com 50 anos), as filhas mulheres uma se chamava Guacira e outra Letícia e vovó sempre invertia os nomes chamava a Guacira de Letícia e Letícia de Guacira.
Em um domingo estávamos em visita a meus avós, quando tocou o telefone e vovó foi atender, saiu da sala e chamou assustada: 
- Guacira minha filha, (para minha tia Letícia) tem um senhor ao telefone querendo falar com um tal de Édison, você sabe quem é?
Foi gargalhada total e minha tia Letícia com os olhos rasos d'água falou:
- O mamãe é seu filho Pepito!
Não preciso nem dizer que os netos também atendiam quando ela chamava o nome de outro, pois sabíamos que era conosco, ela só não conseguia acertar e se você fosse esperar ela teria que recitar muuuuitos nomes.
Quando Papai faleceu nas notas de falecimento, na rádio da cidade foi noticiado o nome dele não permitiram que se falasse o apelido, valeu a formalidade, passado o enterro, conforme encontrávamos as pessoas na cidade que nos perguntavam dele e ao contarmos que ele havia falecido ficavam chocadas por não terem sido avisadas. Para reparar o erro nas notas de missa de sétimo dia, como éramos nós (esposa e filhos) quem estava pagando o anuncio determinamos que seria noticiado o apelido: Pepito e não o nome. Vocês não fazem ideia de quantos amigos foram a missa e choravam por não terem tido a oportunidade de se despedir.

Por vezes a informalidade é o melhor caminho. Essas "histórias" que tornam o convívio pleno e divertido. E enquanto quem viveu está vivo ela permanece, e depois some.

Me conta você tem alguma história de família divertida também? Me conta, vou adorar saber que existem mais famílias como a minha.

PS.: Gente estou tão feliz, ganhei meu segundo sorteio esse ano, agora foi no blog Ah, lá em casa! de duas meninas muito criativas a Maíra e Marina se vocês não conhecem o blog precisam passar lá para conhecer, elas vão gastar uma fortuna para me entregar o premio pois moram longe...... foi a elas que eu fiquei incomodando antes mesmo de me mudar, pois queria informações da cidade, foram tão atenciosas comigo, verdadeiros anjos...sim agora sou cidadã de Campo Largo...ainda não as conheci pessoalmente, mas agora é só uma questão de tempo, ou será que o mimo virá sozinho...rsrs. Obrigada meninas! Em breve passo as caracteristicas para vcs. 
Muita luz e paz.
Abraços

Comente via Blogger
Comente via Facebook
Comente via Google+

10 pessoas me fizeram feliz, falta só você:

Adri's Artes publicou o comentário número:

Oi Adelaide!!! Menina isto tbm acontece na minha familia... desde os primórdios dela..ahahhah!!

Minha avó que se chamava Clores tinha o apelido de Chiquita por que eu não sei e talvez poucos saibam, acredito que seja por que meu avô se chamava Francisco é era chamado de Chiquinho ou Chico.. Mas eu nunca tive uma Avó Clores..ela sempre foi a vó Chiquita e em muitos anos de convivência nunca vi ninguém chamar ela assim... quanto ela morreu tbm não foi colocado o apelido, as pessoas só sabiam de quem se tratava por causa do sobrenome acho que quase ninguém sabia o nome dela ..mas todo mundo na cidade conhecia a Dona Chiquita.Ela tinha um irmão meu Tio Avô que se chamava Venefrido mas não era conhecido por este nome e sim por Joca, eu mesma só quando já era maior resolvi perguntar o nome dele...mas pra mim ele sempre foi o Tio Joca!
O mesmo com a minha avó paterna que se chamava Umbelina... e tbm atendia pelo apelido carinhoso de Maninha, acho que ninguém pra quem ela costurou durante anos a chamou de Umbelina... sempre foi a Dona Maninha..eu mesma nunca a chamei pelo nome sempre por Vó Maninha nem ao menos os filhos a chamavam pelo nome.
O mesmo acontece com o meu pai ele se chama Jorge Roberto, mas todo pensam que o nome dele é Salomão quando este é o sobrenome dele.Uma vez quando fui fazer minha carteira de identidade ..sabe como é cidade pequena ahahahah o moço que fazia disse "Mas bah o seu Salomão é Jorge Roberto...nem sabia que Salomão não era o nome".

Meu irmão tbm se chama Jorge Roberto.. mas tem o apelido de Gordo desde de pequeno ele nunca foi gordinho ...mas ele mesmo se assinava Gordo...ahahahahah!
Certa vez um colega dele bate a porta da nossa casa, minha mãe atende e ele pergunta o JORGE esta???
Minha mãe olha bem pra ele, eu achando que ela ia perguntar qual deles... e ela diz ...aqui não tem ninguem com este nome.ahahahhah
Eu tive que saltar correndo e dizer mãe é o Gordo!!!Rendeu risadas um ano inteiro.A gente acabava esquecendo como eles se chamavam..eu tenho o apelido de Nani mas só as pessoas da minha familia me chamam assim...para os demais eu sempre Fui Adri.

Eu acredito que apelidos quando carinhosos são mesmo eternizados, como no caso das minhas avós, não me vejo chamando elas te qualquer outro nome!! Apelidos como nomes tbm são eternos!!

Mil beijos e tenho um dia maravilhoso!

Néia Lambert publicou o comentário número:

Adelaide que atire a primeira pedra aquele que não tenha uma história de apelido para contar!
Então vamos lá, meu avô era do tempo que os homens eram chamados de sinhozinhos e as mulheres sinhazinhas, assim ele incorporou ao seu nome Sebastião o apelido de Nhozinho, vês assim que por sua conta diminuiu uma sílaba da alcunha original. Meu pai, José veio herdar o costume da família e se fez chamar José Nhozinho. Hoje ele tem 90 anos e se alguém o procurar pelo nome original na cidade, ninguém saberá dizer onde mora o tal.
Já meus irmãos, "moderninhos", não fizeram questão de continuar a tradição, resta então, ouvir o tão simpático Nhozinho apenas no nome do meu pai.

Beijos

Palavras Vagabundas publicou o comentário número:

Adelaide,
minha mãe se chamava Maria Antonieta - nome de sua avó - portanto desde que nasceu ela foi a Neta, meu pai se chamava José Cardoso Xavier, desde que nasceu minha avó chamava de Cardoso e depois aliterado para Doso, contado isso, quando ligavam para minha casa procurando D.Maria ou Seu José, não foram poucas vezes que dissemos não ter ninguém com esses nomes morando lá!
bjs
Jussara
Ps: Quando minha mãe morreu ela já era até bisavó, mas nunca deixou de ser Neta.

martinha publicou o comentário número:

Olá Adelaide tudo bem? Minha mãe chama-se Leonor, mas todo mundo a chama por "Lia" pq o meu avô materno que era portuguê a chamava de "Lianore", então ficou "Lia". Beijo e bom fim de semana:-)

patty publicou o comentário número:

Oi Adelaide! Que história legal. Realmente, o blog tem essas vantagens. Ou como eu digo sempre, serve como um diário. Às vezes esqueço alguma coisa, ou data, e vou consultar meu blog. Bjs.

Nile e Richard publicou o comentário número:

Oi Adelaide.
Muito legal reviver as histórias da familia.
Bom fim de semana para voce.
bjtos.Nile.

Adriana Alencar publicou o comentário número:

Que bacana isso! Eu sempre achei apelidos muito interessantes, ainda mais quando não são relacionados ao nome, como o meu, são muito pessoas, carinhosos. Sua família deve ser muito especial e você faz muito bem em divulgá-la dessa forma, é uma grande homenagem!!
Beijo
Adri

Mayara publicou o comentário número:

Oi Adelaide, eu adoro histórias de família! Tem coisa mais gostosa e nostálgica do que ficarmos nos lembrando daquelas pesquenas coisas que um momento nos fizeram rir tanto todos juntos? Na minha família tem milhares de histórias, minha avó e meu avô eram realemtne atrapalhados a ponto de carregar meu tio no porta malas da veraneio, ele cair e eles só perceberem 10 kms depois, e o encontrarem quietinho no acostamento esperando eles voltarem ( já estava acostumado rsrs)

Um ótimo fim de semana pra você!

AC publicou o comentário número:

Adelaide,
Não há ninguém sem memórias, e a narração que acaba de fazer encanta pela forma natural como encara as coisas.

Beijo :)

Bárbara Rezende publicou o comentário número:

Oi amore...
É maravilhoso revivermos essas histórias!!!

TEnha um domingo maravilhoso!!!

bjksssssssssssss



Blog protegido

myfreecopyright.com registered & protected

Visualizações

Categorias