Para meditar...

Cântico da Esperança
Não peça eu nunca
para me ver livre de perigos,
mas coragem para afrontá-los.

Não queira eu
que se apaguem as minhas dores,
mas que saiba dominá-las
no meu coração.

Não procure eu amigos
no campo da batalha da vida,
mas ter forças dentro de mim.

Não deseje eu ansiosamente
ser salvo,
mas ter esperança
para conquistar pacientemente
a minha liberdade.

Não seja eu tão covarde, Senhor,
que deseje a tua misericórdia
no meu triunfo,
mas apertar a tua mão
no meu fracasso!

Rabindranath Tagore, in "O Coração da Primavera - recebi por e-mail e decidi dividir com você.

Com as noticias que vi nos últimos dias, coloquei-me a pensar em qual o assunto eu gostaria de abordar aqui. Sim pois nesse meu canto, não tenho a obrigação de falar de nada. Aqui é apenas um lugar de troca, eu mostro o que penso e você vem enriquecer o espaço com a sua opinião, seja ela igual ou diferente da minha. 

Sabe eu acredito que se usássemos este poema como um mantra pessoal, certamente a vida seria muito mais leve, para todos, mas por vezes é tão difícil. Não, eu não estou passando por momentos trágicos, embora possa parecer. Apenas estou sendo solidária a aqueles que estão sofrendo a perda de um ente querido por uma fatalidade, ou por crime e até por erro humano. Aqueles que estão vitimados pelas grandes chuvas ou demais catástrofes naturais. 

Quando tivemos a solenidade em memória aos mortos em 11/09 - minha filha fez o seguinte comentário:
- Mãe, como eles querem que as pessoas toquem suas vidas, se a cada 11 de Setembro eles ficam relembrando a todo instante, com imagens em televisão, Internet e até com solenidades no local? Eles praticamente obrigam os familiares a reviverem a dor.

E eu que sempre tenho resposta para tudo e falo pelos cotovelos, fiquei sem palavras pois eu sempre preguei que a vida segue, a gente não deve ficar chorando nossos mortos, e sim celebrando nossa vida. Aos nossos mortos a lembrança de momentos felizes,  e a Deus o agradecimento pelos momentos em que tivemos a oportunidade de conviver. 

E você acredita que reviver a dor é uma forma de exorcizar a dor? ou também prefere celebrar as boas lembranças e agradecer a oportunidade de ter convivido?

Muita Luz e Paz
Abraços
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11 pessoas me fizeram feliz, falta só você:

ϟ Cynthia Brito publicou o comentário número:

Adelaide,
eu acho que é quase impossível a gente esquecer as tragédias que incendeiam nossa vida, mas ficar martelando com o que já se foi também é perda de tempo. Afinal, a vida continua. A gente não deve tentar não lembrar, mas apenas viver o agora, pois se as lembranças voltarem é porque realmente ficaram marcadas na nossa alma; e se por ventura nos esquecermos, não significa que não sentimos o acontecido ou que esquecemos com muita facilidade porque temos coração de ogro. Não! Significa que a gente cansou de sofrer por algo que hoje nem nos faz bem nem mal... algo que aconteceu (verbo passado) apenas e que hoje não passam de nostalgias que podem voltar pra nossa vida a qualquer momento.

Beijos.

Néia Lambert publicou o comentário número:

Oi Adelaide, não sou de reviver as dores, prefiro trazer na mente apenas os momentos bons, assim a vida fica mais leve.

Beijos

Joana Abreu publicou o comentário número:

Ei querida!
Saudade, viu! Me desculpe não estar vindo aqui, mas viagem, pc lento quase parando, e tudo atrasado... me perdoa? rs
Sou adepta do não ficar relembrando coisas ruins. Mas creio que isso seja uma questão que varia muito de pessoa para pessoa. Não me faz bem. Não me dou muito bem com lembranças ruins. O que tinha que ser aprendido com o fato já foi aprendido, agora é bola para frente, para causar menos sofrimento. Claro que isso varia de pessoa para pessoa e respeito muito quem pensa ou age diferente.
Beijinhos

Patricia publicou o comentário número:

Oi Adelaide,tudo bem contigo?
Oh,pra mim é assim,quando você tem uma perda,precisa vivencia-la ,pois só assim vai ser capaz de ultrapassar e seguir em frente a tua vida.
Quem vive de passado é museu,que tá ali pra gente conhecer,admirar ou não e acabou.
Pra mim,ficar vivenciado uma dor eternamente,é como envenenar a alma todo dia e depois não entendr porque não consegue ser feliz.
bjs
Patricia Petro

Imac by Artes publicou o comentário número:

Minha querida!
Lindo esse cântico da esperança!
Sua filha é sábia! Eu prefiro celebrar as boas lembranças e agradecer a oportunidade do convívio.
Abraços! Uma noite abençoada pra ti.

Lia Gloria publicou o comentário número:

Então Adelaide, eu penso como a tua filha. Ninguém esquece um ente querido que se foi, principalmente se foi uma tragédia como essa. Mas precisamos valorizar a vida, tem gente que morre junto com quem se foi... bjs

Josy publicou o comentário número:

Oi minha amiga querida concordo completamente com sua filha, nesses dias que tem só passado reportagens sobre a tragédia, comentei a mesma coisa com o meu pessoal aqui em casa. Pra que ficar revivendo as cenas dos momentos em que seus familiares perderam a vida? Eu sou da opinião, que sim, jamais vamos esquecer a perda dos nossos entes queridos, mas procuro pensar nos momentos felizes que passamos juntos. Essa retrospectiva trágica e tão detalhadamente ilustrada na tv, é apenas uma forma de manter audiência, não sei como, e nem por que, pois procuro não assisitir, e doa a quem doer, eles passam, repetem e repetem e repetem, esquecendo-se que seus familiares sofrem, e com o sofrimento fazem os que já se foram sofrerem igualmente. Acredito muito nisso. Sou contra, e repito, sua filha está certíssima...bjokas amiga

patty publicou o comentário número:

Adelaide, eu tenho uma memória seletiva: só me lembro das coisas boas. Estranho, mas verdade.
Quanto ao resto, concordo com o pessoal - lembrar da tragédia, não; lembrar das pessoas, sim. Bjs.

Mayara publicou o comentário número:

Eu acho que não é possível esquecer tragédias, principalmente para os familiares dos mortos. Porém, não concordo com a forma como continuam explorando a dor de outras pessoas para vender revistar, aumentar a audiência ou justificar uma guerra. Cada um deve lamber suas feridas e seguir em frente...

Maitê Rodrigues publicou o comentário número:

Ei, Adelaide!
Ainda estou por aqui... sim, é verdade, precisamos celebrar a vida e nos lembrar com carinho e saudade dos que se foram e q serão sempre parte de nós, ou dos q apenas marcaram nossas vidas pois tivemos o prazer de conviver. Que Deus nos dê sabedoria pra ir sempre adiante. Bjs. Maitê



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