Vida e Morte - como explicar esses mistérios


Em 1999, meu cunhado (padrinho de minha filha) sofreu um acidente, ficou 1 semana na UTI e fez a passagem.
 Quando soube do acidente, meu marido achou que não deveriamos contar a minha filha, mas eu argumentei que não seria fácil esconder uma rotina toda mudada para uma criança de quase 2 anos.  Por isso depois de verificar como estava a situação, eu a coloquei em meu colo e contei que o Padrinho tinha sofrido um acidente de carro e estava muito machucado no hospital, por esse motivo ela ficaria mais tempo com o papai, enquanto a mamãe daria atenção a madrinha. Que ela também precisaria dar muito carinho para a madrinha pois a mesma estaria triste e chorando as vezes. Levei ela para a escola normalmente contei o ocorrido as "Tias" e pedi apoio, que se houvesse algo anormal era para me relatarem.
Quando fomos informados da morte cerebral, eu contei para ela, que ele não poderia mais estar nas fotos e nem nas bricadeira como ele costumava fazer. Ela me perguntou: -  como aconteceu?

Ele estava andando de carro sem cinto de segurança, quando o carro saiu da estrada bateu num muro e ele voou para fora do carro e se machucou muito, ficou internado e agora não está mais aqui para que possamos abraça-lo. Expliquei sem muito detalhe.

Você quer saber se ela entendeu? Na hora não perguntou mais. E meses depois ela assistindo ao Vale encantado com uma amiguinha de idade similar, a amiguinha não entendia porque que o dinossauro estava triste por ter se afastado da mãe. - Onde está o pai dele? perguntou a amiga.

Minha filha explicou:
- O pai dele estava andando de carro sem cinto de segurança, bateu o carro e morreu. Por isso ele não aparece.

Depois dele vieram outras ausências que ajudaram a mostrar para a minha filha que a morte é a única certeza da vida. O que vale são os momentos passados juntos. Quando se morre devemos lembrar daqueles com quem tivemos o privilégio de conviver, com amor. É importante agradecermos sempre o tempo que tivemos juntos, e não viver lamentando.

Hoje mantemos viva a memória desta pessoa querida, mas sem idolatria e sem sofrimento, afinal tivemos o prazer de conviver esse é o maior presente de Deus.

Muita Luz e Paz
Abraços


Comente via Blogger
Comente via Facebook
Comente via Google+

11 pessoas me fizeram feliz, falta só você:

Bia Jubiart publicou o comentário número:

Leio muito sobre... É difícil senso comum aceitar a morte da matéria...
Só no renovamos na vida amiga Ade! Ela sempre será eterna nos sentimentos também.

Um lindo dia p/ vc!

Beijosssssssss

RENATA REIS publicou o comentário número:

HOJE ACORDEI PENSANDO SOBRE ISSO, COM SAUDADES DE UMA PESSOA QUERIDA,ACHO QUE A DOR E O SOFRIMENTO DO CORPO, MATERIA, FAZ SUA ESSENCIA, ALMA OU ESPIRITO, DESABITA-LA.BEIJOS!!!

Neli Rodrigues publicou o comentário número:

Eu tb sempre procurei falar de morte de uma forma natural pros meus filhos, aliás, foram tantas mortes nos ultimos anos que esse tema se tornou corriqueiro aqui em casa.
Falo isso numa boa com eles, mesmo que pra mim esse assunto tenha um outro peso.
Bjs♥

Paula...(Cotidiano de uma Amig@) publicou o comentário número:

Não é um assunto muito fácil, a maior perda que tivemos recentemente foi da minha mãe, minhas meninas conviviam diáriamente com ela. A que mais perguntava era minha caçula, 'os porquês' de tudo aquilo...mas tudo passou, sem traumas...expliquei o porque da ausência da vovó, e hoje ela diz que a avó esta no céu.

Abração amiga

Adriana Balreira publicou o comentário número:

Adelaide,
Deve ser dificil para uma criança entender mas pior fica se não for falado de modo natural e franco. Vc fez bem de contar a sua filha.
Mas mesmo assim é complicado....Ainda bem que não tenho crianças! :)
Beijos
Adriana

Beatriz! publicou o comentário número:

Passei para lhe desejar um lindo dia. E fiquei feliz pela sua explicação para com sua filha a respeito da tão temida morte.
Abraços e tudo de bom sempre!

Josy publicou o comentário número:

Concordo com voce Adelaide, acho que devemos tentar passar para as crianças que infelizmente, essas coisas acontecem na vida real. A Dani quando tinha 5 anos descobriu sua primeira perda, que foi a minha mãe, uma pessoa que ela convivia todos os dias. Foi uma semana preocupante pra mim, pois do momento da passagem da minha mãe até 1 semana após, a Dani não expressou nenhum sentimento, nenhum comentario, nenhuma lágrima. E nessa semana, tentei falar com ela e explicar o que de fato tinha acontecido, mas ela fugia do assunto, com outro assunto. Passado 1 semana, ela veio ao meu quarto no meio da noite chorando e dizendo que sentia muito por sua vó ter partido, que ela entendia, mas não queria acreditar que era verdade. As crianças sabem o que acontece, enxergam a realidade e nós, infelizmente tentamos esconder coisas da qual eles estão muito a frente de nós. Depois disso, a vida trancorreu normalmente. Ficou a saudades. Bjos

*Ü* Daisy publicou o comentário número:

Olá Adelaide, concordo com você de que devemos contar para as nossas crianças o que acontece ao longo de nossas vidas, e que elas tem que estar preparadas e aprender a conviver com as perdas, nunca escondi nada das minhas filhas,faço como você procuro não entrar muito em detalhes, respondo só o necessário para não complicar a cabeça delas, e assim crescem aprendendo. Seu blog está cada vez mais show, parabéns, o visual é bárbaro. bjs fique com Deus Daisy

Imac by Artes publicou o comentário número:

Minha querida!
Sábia forma, pela qual fizestes a abordagem do assunto para com sua filha.
Abraços e uma linda tarde pra ti.

Cissa Branco publicou o comentário número:

Adelaide,

Quando vivenciamos isso aqui em casa, tive que recorrer a ajuda externa, minha explicação na hora serviu, mas depois percebi que na cabecinho do pequeno aquilo não ficou bem resolvido. A psicóloga nos ajudou de uma forma excelente, em duas sessões ela resolveu o problema, inclusive sendo o pequeno a dar suporte para nós adultos.
Grandes beijos

Caroll publicou o comentário número:

Das pessoas que já se foram, devemos lembrar apenas dos bons momentos que passamos ao lado delas. Engraçado que nem é preciso fazer esforço,pois meu pai faleceu a 10 anos e só lembro dos momentos bons e felizes que passei ao seu lado e os ensinamentos.
Abraços



Blog protegido

myfreecopyright.com registered & protected

Visualizações

Categorias