Cortando o cordão umbilical...

Como dói cortar o cordão umbilical!!! 

O principio....... 

Era uma vez.....um marido indo a Curitiba, para reunão de trabalho quando ouve no rádio que um ótimo colégio estava realizando uma seleção para o ensino médio e os melhores colocados ganhariam bolsa de 100%. Então ele liga para a esposa querida e comenta se não seria legal para testar conhecimentos de sua amada filha, para que assim esta tivesse maior tranquilidade nas futuras seleções, como vestibular......

Então, após longa leitura de edital e normativos, a esposa convence, com muito custo, sua filha a participar do processo seletivo. Ciente que se conseguisse a bolsa, conseguiriam matricular a herdeira em conceituado colégio. E ela passou, não 100 mas 50 % de bolsa e o mais importante optou por livre e espontânea vontade estudar lá, mesmo depois que descobriu ser um curso de tempo integral. 

Marido e esposa juntos, fizem contas e mais contas e chegama conclusão que (a viajar para o exterior será num futuro mais distante.............kkkk) afinal o que deixarão para a herdeira de melhor, é a capacidade de ganhar seu próprio sustento e guiar sua vida, da melhor forma. E isso ela conseguirá se prestar vestibular para o curso que quiser e não para aquele que tem menos candidato por vaga, por isso consideraram o investimos em um Ensino Médio com maior exigências e dedicação - visando eliminar a necessidade de fazer um cursinho depois.

A rotina: ida e volta de ônibus - afinal ela já está com 14 anos (a esposa com 16 anos morava sozinha e trabalhava na Capital a 480km da família), você deve estar pensando (como minha irmã), o motivo de não ir de carro até lá (são 30km - 30m de distância)- e eu te respondo que, isso tudo é para torná-la independente. 

Aprender sem a presença de quem nos ama é muito mais doloroso. Dias de greve de ônibus como ontem e hoje,  a bela donzela fez todo o percurso na carruagem da família.

Agora o cordão:

No primeiro, dia  bem no horário de almoço, me ligou e ficamos por 1h falando ao celular pois ela não queria ficar sozinha, e eu aqui com o coração na mão e o celular no ouvido almoçando e conversando, o tempo todo (marido quase surtou....perguntou se eu sabia quanto iria custar se ela fosse ficar todo dia pendurada no celular.....deixa ele...).

No segundo dia ela me falou que leria um livro e, se não tivesse com quem ir almoçar ficaria lendo. Pediu-me que ligasse as 13h40m, assim ela saberia que não estava sozinha e daria tempo de retornar ao colégio e fazer a higiene pessoal.

E é claro que eu liguei e ninguém atendeu, 10m depois eu liguei de novo e ninguém atendeu, mandei torpedinho, fiquei me controlando para não ligar para o colégio desesperada, as 16h sai de casa (poderia ter saido as 17h mas não conseguia ficar parada) e fui até lá para voltarmos juntas, fiquei uma 1h parada na frente do colégio tentando não pensar besteira. As 18h ela saiu toda sorridente pois já tinha amigos, tagarelava feito louca contando onde tinham almoçado e tudo mais..... 

e o meu cordão umbilical estava doendo, doendo...... sorri e falei:
- Mas você não atendeu minha ligação ou respondeu meu torpedo...
- Ah! mãe fui almoçar e nem levei o celular, e como estava tudo bem nem usei ele hoje.

Assim está sendo esse meu retorno a vida normal.......normal não sei para quem pois para mim está anormal, uma correria louca....... 

Mamãe está tão bem agora que já voltou para a casa dela, ficou um vazio enorme... e no mesmo período meu BB começa a ficar o dia todo fora. Eu saio de casa as 07h e volto as 09h lavalimpalustraesfregaguardaorganiza e faço almoço, marido vem almoça e eu continuo trabalhando até as 17h então pego o ônibus e vou ao encontro de minha filha, que sai as 18h pegamos o ônibus e as 19h estamos em casa. Eu que preciso de 08h e meia de sono - tenho dormido 07h e meia......kkkkkk Tô na pandareco.....

Me conta, só eu que sofro essa ruptura do cordão??? Não eu não fiz nenhum alarde, estou megahiper controlada na frente de todos, mas .....o coração pequenininho.... até o filme que ela iria assistir comigo no dia 23 de março (lançamento dos Jogos Vorazes) ela já marcou com os amigos....meu bb creceu. Eu sei que devia estar orgulhosa e estou............mas deixa eu lamentar só um pouquinho, e só aqui.... com você....
 
Amigas em breve postarei com maior regularidade e as visitarei mais vezes. Amo esse momento de visitas virtuais, só preciso colocar a casa (real) em ordem. Sabe como é férias é bom mais deixa tudo desorganizado demais...rsrs

Muita Luz e Paz

Abraços

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12 pessoas me fizeram feliz, falta só você:

Uma parte de mim publicou o comentário número:

Lendo o seu post e procurando o meu que foi rompido e foi tão de mansinho que não senti tanta dor assim.Filha já viajou de avião sozinha,já viajou com amigos, já fez tanta coisa que nem me dei conta do cordão rompido e tem 14 anos.
Amiga infelizmente um dia passamos por essa fase e nossas mães sentiram nossas dores e medos, e a gente nem ai para elas assim o ciclo continua com nossos filhos rsrsrs, enquanto não tinha amigos lembrava da mãe, agora que se enturmou a mãe ficou em segunda opção!, fica assim não vai preenchendo teu tempo como eu fiz, pq um dia o nosso ninho fica vazio, assim como os de nossos pais tb está!, bjo.

Josy publicou o comentário número:

Adelaide, te entendo perfeitamente, eu era pior que vc minha amiga, se fosse eu que tivesse ligado, mandado torpedo e sem respostas eu ja estaria surtando. Eu sou super,hiper, mega preocupada, pra vc ter uma idéia, minha filha está com 27 anos e ainda sou preocupada, enquanto ela não chegar em casa, me ligar e avisar que chegou, não durmo em paz. Vai acostumando amiga, filhos precisam cortar o cordão por que se depender de nós mães, os cordões ainda estão aqui grudadinhos heheh. Boa sorte pra sua filhota amiga. Bjos

ღα૨gѳђ ખ૯૨ท૯૮ઝܟ publicou o comentário número:

Mãe só muda de endereço ....o que posso dizer??? Liga não...a tendencia é ficar cada vez pior [brincadeirinhaaaa]...mas q esses amigos vão nos "roubar" muuuitos desejos de ficar juntos, isso vão.

Adoro, adoro seu jeito.

beijo

Imac by Artes publicou o comentário número:

Parabéns pra filhota e pra ti também!
Esse momento de começar romper o cordão é importante para os filhos e para nós. São ciclos da vida, quando esse terminar vem outro e quando menos esperamos estamos de novo a sos com o marido.
Abraços! Fique com Deus.

Beatriz! publicou o comentário número:

Olá minha amiga linda!
Ai, sinto um frio no estômago só de pensar.
Minha pequena estudou dois anos na escola em que trabalho, íamos todos os dias juntinhas e voltavamos juntinhas, sempre a olhava despistadamente na sala e/ou recreio, este ano estuda em outra escola. Ai, custei, senti esse aperto, esses pensamentos rotineiros de super mãe. E olha que é apenas 4 horinhas. Mas Deus sabe nos fazer feliz e como mãe apesar de todo o sofrimento saberemos controlar as emoções e deixar nossos pequenos grandes pensantes serem felizes.
Desejo uma carreira brilhante para sua filha e de muito sucesso. Que ela seja feliz no que escolher para trabalhar.
Bjokas...da Bia!!!

Paula...(Cotidiano de uma Amig@) publicou o comentário número:

Amiga! Como estou em falta com vc! Mas estas férias estão me deixando bem cansada! Recebi visitas, que já se foram...e esta pra chegar mais um grande grupo(medo!!...rsrs). Sempre estressa um pouco, né?!

Vc é uma corajosa isso sim! Não sei se teria essa força toda. Mesmo sabendo que é o mais certo! Parabéns para sua filhota, um futuro promissor a espera!

Grande abraço amiga querida!

Sílvia publicou o comentário número:

Toda mãe terá que passar por isso, o meu rompimento mais doloroso foi quando minha caçula que dormia abraçada comigo primeiro, depois era que ia pro quarto, passou no vestibular de veterinária em outro Estado, lá fomos alugar e mobiliar apartamento, ela só tinha 17 anos, não sabia conzinhar, mas ela já está lá há três anos sempre vamos ~lá, e ela está no curso que sempre quiz,mas quando ela vem finais de semana, eu tiro o atraso, hoje é anivers[ario dela. e ela está estagiando em Recife, haja coração. amei seu cantinho.
Bjos.
Silvia.

brincando com linhas e tintas publicou o comentário número:

Eu lembro quando deixei pela primeira vez minha pequena na escoiinha, cheguei ao trabalho aos prantos, acharam q eu tinha sido assaltada, atropelada...rs... Hoje ja sou a segunda terceira quinta opção hahahahaha (abafa coisa de mae)... mas ela esta no caminho q no funsdo a gente sempre quer, a independendia delas, p q nao sejam bobocas e sim, super felizes e realizadas..
vale toda a dor, a distancia, a saudade...
Buaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
(vou cortar os pulsos e ja volto kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk)
Bjs

Mayara publicou o comentário número:

Oi Adelaide, ler seu post me fez sentir um aperto no coração: imagino que seja muito difícil para uma mãe ver os filhos deixar o ninho. imagino como sempre foi para a minha, indo embora no domingo e voltando na sexta, deve ter doído demais! Creio que o crescimento é inerente ao ser humano, e que a dorzinha por perder, apesar do orgulho, seja também. Espero que você consiga dormir mais, colocar a casa em dia e volte a escrever sempre pra gente! Um abraço e bom carnaval!

Maria Reciclona publicou o comentário número:

Ah... fico aqui penando o que lhe dizer para só aquecer um pouquinho seu coração de mãe ... Mas lendo cada palavra com carinho pude perceber que você já sabe o lugar certo dentro de si para cada sentimento. Mas estou aqui lhe enviando um grande e afetuoso abraço e torcendo para que esse momento se transforme em o começo de uma linda história.

Elaine Gaspareto publicou o comentário número:

Hihihi, ela voou rsrsrs
Adelaide, seu trabalho foi bem feito, ela tem segurança emocional suficiente pra voar.
Vai doer, maspensa no orgulho que ela está te dando!
E nada de ficar ligando toda hora, hein! Te controla, mulher rsrsrsrsrs
bjssssss

patty publicou o comentário número:

Troquei de escola aos 11 anos, fui para a melhor da cidade. ônibus: 40 minutos pra ir, 40 para voltar. Minha mãe não dirige. Se eu perdesse o ônibus na hora da saída, teria que esperar 40 minutos pelo próximo. Não existia telefone celular e nós não tínhamos telefone fixo. Se o ônibus estragasse, eu me atrasava para chegar em casa. Ou seja: zero comunicação com a nave-mãe. Considere-se sortuda.

Em comparação, atualmente eu sei de jovens de 16, 17 anos que não sabem ir até a padaria da esquina comprar pão, muito menos ao banco fazer um depósito ou uma retirada. Esse excesso de proteção não pode fazer bem.
Bjs.



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