Autismo - o que eu aprendi na prática



Você sabe o que é o autismo? 
Conhece alguém autista?
Sabe como deve ser o convívio com uma pessoa autista?

Hoje é o dia descobrirmos um pouco mais, afinal a melhor maneira de vivermos melhor com todos ao  nosso redor é conhecendo. 

É fácil quando você vai ao mercado e vê uma criança gritando pensar: 
- Ah, se fosse minha eu iria encher de palmada!

O difícil é você ser o pai/mãe ainda sem um diagnóstico e que não sabe como lidar com seu filho que tem algumas "dificuldades" de relacionamento.

Em pesquisas e estudos vi várias orientações que vou resumir em 5 tópicos

  • Evite tocar as pessoas (algumas tem aversão ao toque - principalmente de estranhos)
  • Não reagem ao chamado do próprio nome
  • Não entendem brincadeiras ou ironias, e levam o que você fala ao pé da letra 
  • Costumam se expressar apontando pessoas, gritam e o olhar por vezes é vago.
  • Dificilmente demonstram afeto
Esses são alguns dados que retirei de pesquisas, mas na convivência com um menino lindo e diagnosticado como autista/síndrome de asperger, descobri que ele precisava da rotina. 

Enquanto na turma a professora gostava de que a cada dia um aluno sentasse em uma carteira diferente, quando colocamos lugares fixos a aula ficou mais fácil para todos. 

Se você fala algo, não pode fazer também se é errado para um é errado para todos.


"Em dias estressantes, no inicio o menino jogava tudo pela janela e a professora explicava que não podia. Então começamos a trabalhar juntas com ele e orientei a escrevermos as regras para que ele tivesse onde se apoiar. Uma das regras que a professora colocou foi. SEM ATIRAR COISAS PELA JANELA. Um belo dia uma professora do pré pediu para nós uma borracha e a professora da classe jogou pela janela. Não deu outra ele pegou a folha e foi até ela e lia sem parar. NÃO ATIRAR PELA JANELA, NÃO ATIRAR PELA JANELA. Olhei, contendo o riso e ela entendeu que precisava aprender a fazer o que estava escrito ali. Pois, para ele não existia distinção em jogar o caderno dos colegas ou jogar uma borracha para alguém que pede. Depois daquele dia sempre que alguém pedia algo íamos até a pessoa para entregar em mãos. Ou a pessoa deveria vir até nós." 

Traduzindo: É fácil convivermos com eles basta que a gente faça o que prega.

E vamos combinar, se temos rotina e disciplina nosso dia fica muito melhor. Precisamos respeitar todos, somos todos diferentes e iguais em essência.

Muita Luz e Paz
Abraços
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5 pessoas me fizeram feliz, falta só você:

Kellen Bittencourt publicou o comentário número:

Oii Adelaide, eu trabalhei 7 anos na APAE como Arte Terapeuta, durante esse período muitos autistas cruzaram meu caminho, e tenho certeza que aprendi muito mais com eles do que o inverso! Bjoooosss e parabéns pela postagem!

Palavras Vagabundas publicou o comentário número:

São crianças de difícil convivência, mas não significa que não podemos conviver com eles é só respeitar as regras. Conheço um que é um amor.
bjs
Jussara

Soninha Lopes publicou o comentário número:

Oi!! Adorei seu blog, vc é muitooooo coerente nas idéias e muito clara na expressão delas!!! Visitei um post seu sobre tatto e morri de rir do seu meod. Tenho 44 anos, e tenho 5 !!! Pequenas e discretas, mas sempre quis fazer e esperei chegar numa idade onde não devo explicações pra ninguém. Se tem vontade, faça, a gente se sente a´te mais bonita. Visite meu blog e minha lojinha, tem muita coisa fofinha lá:
noselinhas.blogspot.com
bjs!!

CamomilaRosaeAlecrim publicou o comentário número:

Iguais em essência! Adorei e sim...eu conheço uma criança autista linda! Parabéns pelo texto!
Beijos
CamomilaRosa

Adriana Balreira publicou o comentário número:

Adelaide,
nunca convivi com uma criança autista mas como vc mesmo disse, basta o respeito e saber conviver. São pessoas iguais a nós.
Beijos
Adriana



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