Consumismo

Olha gente, preciso abrir meu coração para vocês.........

Eu sou consumista ao extremo, amo a sensação de andar com várias sacolas de compras, mas não essas de supermercado de plástico, gosto daquelas sacolas de papel e de preferência de lojas que são meu objeto de desejo.

Mas além de consumista, ou mais que............sou consciente, não compro nada que não precise ou deseje muito. E mesmo que deseje muito vou a loja umas três vezes antes de consolidar a compra. As vendedoras me odeiam. Mas essa sou eu. Não é indecisão sobre gostei ou não. É apenas sobre preciso ou não.

Acha que foi sempre assim? Não! Antes eu gastava além do que podia. No dia que recebia meu salário comia no melhor restaurante e o resto do mês passava a coxinha e refrigerante.

Aprendi com meu marido e com a vida. 
Sim, a vida me ensinou... 
Sabe como é, tive minha filha e nossos salários que antes não dava para nós dois, iria faltar muito para nós três.

Então sempre ensinei a minha filha a comprar o melhor, mais durável e nunca o de "marca" ou com apelo de personagem infantil, afinal se tínhamos que gastar que fosse com algo que realmente valesse a pena. Nunca faltou nada a ela (se ela ler isso vai reclamar do sapato lindo da loja que vimos na semana passada e o Iphone 5, mas isso é uma outra história e outra negociação).

Mas quando eles aprendem isso, tem seu preço, não acho alto.

No ano 2000 minha filha com 3 anos, interrompe uma conversa entre eu e o marido (sobre a compra de tênis para nós dois) com a seguinte indagação:
- Vocês podem comprar um tênis de alta performance para mim?
Nós rimos e ela completou
- Papai vive falando que precisa de um tênis desse, com amortecimento para correr, e que você mãe tem que comprar um assim para ir a academia, mas eu corro muito. Mas do que vocês e não posso ficar sem um tênis pois posso ter dores nas pernas e pé.

..........E assim ela ganhou seu primeiro tênis número vinte e alguma, coisa com amortecimento - na época era caro, mas ainda assim compensava mais do que dar um com personagem dos desenhos, e vamos combinar ela argumentou direitinho.

Aqui em casa as coisas são assim, consumimos. Mas, antes precisamos comprovar a necessidade de tal aquisição. 

E criança quando quer algo não tem que surtar, tem que negociar, com bons argumentos. Basta que para isso entre em cena papai e mamãe em conversas mostrando os prós e contras de tais aquisições. E, detalhe faça isso em casa, não na loja. É horrível ver pais "educando" os filhos em público.

Não tenho nada em casa que compramos e não usamos. Temos algo que compramos e usamos pouco e se passa de 1 ano sem usar, vai para doação. 

Sou contra aquela afirmação que vi muitos pais/mães fazendo:
"Vou dar para o meu filho tudo o que eu não tive."

A falta nos faz amadurecer, nos dá motivos para lutar. É o desejo que impulsiona a vida não a realização deste. 

Esse é uma proposta de blogagem coletiva "Mamãe tá de Olho!"

Quer ver mais? Clica aqui tem muita mãe dando dicas de como sobreviver a este mundo apelativo.


Muita Luz e Paz
Abraços
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10 pessoas me fizeram feliz, falta só você:

JOANA CAMPOS publicou o comentário número:

Onde eu assino?

Concordo com tudo... principalmente na parte que NÃO VOU DAR PARA MEUS FILHOS TUDO QUE NÃO TIVE ... tábem sou contra e damos o que podemos...

beijos

Aryanne de Moraes publicou o comentário número:

Eu tento ser o mais sóbria possível com relação a isso e graças a Deus consigo, foram raras as vezes que pirei com algo sem muito utilidade e comprei só pelo prazer de comprar. Nem se tivesse muito dinheiro sobrando enlouqueceria assim pra comprar só por comprar, por compulsão. O que é desnecessário é literalmente desnecessário, não tem argumentos! Bom domingo! Beijocas...

Andreia Cristina publicou o comentário número:

Olá Adelaide!

O bom é consumir de maneira consciente né? Eu também acho que a falta nos faz valorizar mais as coisas.

Beijo!

Toninha Borges publicou o comentário número:

Eu já quis comprar de tudo pra eles, mas descobri que o caminho não esse. temos que economizar para alguma eventualidade.
aguardo sua visita no Papo de Mãe.
Bju

Tatty Nunes publicou o comentário número:

Oi querida mamãe!
Passando para dar uma olhadinha na sua BC,
também estamos participando.
Adorei o post! Concordo com vc!!!
Bjos
Tatty
http://diariomaedeprimeiraviagemtatty.blogspot.com.br/2013/04/blogagem-coletiva-mamae-ta-de-olho-no.html

Bia Jubiart publicou o comentário número:

Oi Ade!

Excelente participação! Acho horrível criança fazendo birrar em supermercados e o pai ou mãe querendo educar ali na hora, já vi até baterem... Um horror!!! Educar em casa através de exemplos é fundamental, vcs estão certinhos!

Tenha uma semana maravilhosa!

Bjoooooo

AnaCristina publicou o comentário número:

quem dera eu pudesse dar ao meu sobrinho tudo que eu nao tive rsrsr

Mamãe Nádia publicou o comentário número:

Amei o texto, bem sincero e reflexivo. Muito bom ver que não sou a única mãe a passar por esses dilemas. Foi ótimo ver sua opinião.
Obrigada pela participação na blogagem coletiva! Fiquei muito feliz ao ver seu post participando.
Já vá se programando pra participar da próxima edição, dia 12 de maio, com o tema “TELEVISÃO, COMPUTADOR e VIDEO GAME”. Vou contar com a sua participação, tenho certeza que você tem uma ótima opinião sobre esse assunto também. Vamos continuar trocando idéias, buscando o melhor para a educação dos nossos filhos!
Beijos!

www.asosmamaenadia.com

Desirée Tapajós publicou o comentário número:

Adelaide,

Concordo com vc as vezes olhamos uma coisa na loja e ficamos apaixonados, pensamos como conseguimos viver sem aquilo até hoje, mas se deixamos para comprar no outro dia, talvez não seja tão necessário assim.

Amei a forma que sua filha negócio o Tênis.

Tri-beijos Desirée
http://astrigemeasdemanaus.blogspot.com.br

Patricia Helena publicou o comentário número:

O que eu não tive não me fez falta. Tá, bem que eu queria uma casa de bonecas, mas azar...
Eu sempre fui mão de vaca. Tenho cofrinho desde que comecei a engatinhar. Recolhia as moedinhas e guardava, nem sei qdo abri minha primeira poupança, com 2 anos? Aprendi desde cedo a economizar para comprar o que quero. Deve ser por isso que nunca gastei minha mesada em balas, sempre achei mais divertido poupar.
Como eu disse: mão de vaca.
bjs.



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