A vida como ela é....

Depois de uma semana Hardy Har Har (Oh dia! Oh vida! Oh azar! Aquela hiena do desenho mega pesimista) não eu não sou pesimista só passei por uma má fase, sempre mantendo meu bom humor, afinal se existo é para ser feliz. Mas tem horas que eu tentava honestamente não parecer irônica, sabe como é, quando você tenta ver o lado bom daquilo que todos só veem o lado ruim? Então:
Dia 26 meu tio libertou-se das doenças que acometiam seu corpo físico. No dia 28 acompanhei a consulta de minha mãe ao neurologista (ela voltou a sair da casinha, mas está ótima disposta gozando de saúde maravilhosa), vamos fazer novamente todos os exames tipo ressonância, eletro e etc. Lado bom, após um ano, o neuro refez os testes e a memória recente está melhor, o que afasta a opção de ser alzheimer. Vamos abordar como convulsão.

Voltando para casa no ônibus, sentada ao lado de uma senhora bem magrinha que puxou papo comigo, desandou a contar toda a desgraceira que acometeu a familia dela nos últimos 2 anos, como a perda do filho mais velho que faleceu de forma rápida em casa. Pediu um abraço para a mulher e ela o sentiu estremecer e....... Contou que a 4 meses acompanha o filho do meio de médico em médico e não descobriam o que ele tinha, os sintomas eram de uma doença cujo os exames não mostravam, resultado: Faz um mês que ele está internado, primeiro emagreceu horrores, e agora está inchado devido a medicação. Ela estava retornando da visita a ele, que atulamente está na UTI, faz um mês. Além do diagnostico que agora é de tuberculose, ele contraiu 2 infecções hospitalares. E antes de ela sair de casa o filho caçula queixou-se que a perna estava amortecida e o pé dolorido.

Eu a ouvi com muita atenção e pensei o quanto ela precisava desabafar, e o quanto eu precisava ouvir aquilo. 

Durante minha noite de sono, sonhei muito, mais muito mesmo e olha foi um sonho bom. Não me recordo com o que sonhei, apenas de conversar com alguém. E a frase que ficou latente em mim é: 
"Morrer não é a pior coisa que pode acontecer."

Peço a todos que em suas orações lembrem das pessoas que estão passando por situações como a desta senhora, que precisam ser fortalecidas, e que as vezes apenas um desejo que Deus a abençõe é capaz de retirar de seus lábios um sorriso. Por isso não economize energia positiva, distribua. Lembre que esses quilinhos a mais, o pelo no buço, dente torto, não são motivos de infelicidade. Apegue-se ao que realmente vale a pena e aproveite a vida para ser feliz.

Muita Luz e Paz!

Abraços


Morte, passagem, libertação....

Quando a sensação de perda, saudade ou dor, ao saber da morte de um ente querido, é substituido pela sensação de gratidão à Deus em permitir que a pessoa se liberte da vida que não lhe é mais prazerosa, e sim um peso. 

Começam os questionamentos oportunos ou não, ações que vista por outros talvez não seja "respeitável" mas de coração é a que parece mais coerente. Vou explicar. 

Durante uma vida convivi de perto com meus tios, eles tinham 3 filhos que estavam morando na capital para fazer faculdade, então minha tia me acolhia sempre, era só alguém brigar comigo em casa que eu fazia as malas e me mudava para a casa deles, cheguei a morar 3 meses direto com eles. Minha tia sempre autoritária e ambos sempre disciplinadores. 

Meu tio que durante toda sua vida foi ativo, dinâmico e dono de uma jovialidade única, com o passar dos anos, conforme a idade foi avançando, teve diversos problemas pulmonares (era fumante) e junto com outras doenças, apareceu o alzheimer, a fraqueza muscular e com isso a limitação de movimentos, a dependência de outras pessoas para fazer coisas simples como cuidar da higiene, e a locomoção apenas em cadeira de rodas. Fazem alguns anos que eu não o via. 

Quando recebi a noticia de que ele tinha mudado de dimensão, a única coisa que realmente senti foi gratidão por saber que ele estava liberto de todas as amarras que o aprisionavam. Abri meu melhor vinho e brindei a ele, que sempre foi um apreciador desta bebida.

Só então vi a vida de uma outra forma, vi a vida como eu não gostaria de viver. A vida sem o prazer de acordar e poder aproveitar para ser feliz.

Vem ser feliz agora, pois o dia passa a velhice chega e eu quero chegar num ponto onde eu possa garantir a quem estiver por perto que eu aproveitei, vivi.

IMPORTANTE: Estou feliz em saber que ele e toda a familia me permitiram conviver e aprender muito com suas ações, sua forma de encarar a vida. Ele foi quem me ensinou a trabalhar.

Muita Luz e Paz
Abraços

Eu assumo sou praticamente uma analfabeta.

Quem diria que eu, aos 43 anos e alguns meses, me descobriria um tanto quanto analfabeta, e olha eu amo ler, leio menos que algumas amigas e mais que a grande maioria dos brasileiros. 
Calma não se assuste eu explico. 
Quando entrei na faculdade de história descobri que para entender alguns autores preciso ler outros, foi assim que li “O Manifesto Comunista – Karl Mark” para entender “Formação do Brasil Contemporâneo – Caio Prado Jr.” 

E nestas férias me antecipei e li “A ética protestante – Max Weber” para entender  “O Homem Cordial – Sérgio Buarque de Holanda”


Um livro leio direcionado para a matéria de sociologia e o outro para Brasil I, em ambas o professor é o mesmo, explica muito bem e nos faz desvendar um mundo novo. Estou começando minha "coleção de livros de história" agora mais do que nunca o passeio por sebos tem sido obrigatoriedade. Comprei mais este.

Ainda leio pouco no PC, no futuro investirei num tablet para facilitar minha vida... Sabe levar o livro para ler na fila do banco, ou qualquer outro tipo de lugar onde vc sabe que terá que esperar. Por enquanto financeiramente o investimento possível é livros usados. Além disso eu estou descobrindo minhas limitações. 


Por exemplo sou muito lerda para escrever e as provas dissertativas de professores que gostam que a gente escreva muito para mostrar que entendeu, me derrubam literalmente. Tenho um professor que nos deixa textos para fazer cópias para facilitar, mas eu tenho muita dificuldade em ler as letras borradas, resultado de tirar cópia da cópia, então me atrapalho muito para fazê-los, sem contar que leio e preciso voltar e ler tudo novamente para ter certeza que entendi...rsrs. 

Aos poucos estou entrando nos eixos. 
Adoro dominar aquilo em que me envolvo. 
Procuro me dedicar ao máximo e ainda não atingi isso, mas vou. 
Ah! Recomecei as leituras recreativas, em breve estarei nos trilhos novamente.


E você já aprendeu a ler em todos os idiomas que existem no português e na nossa literatura?  
Estranhou o quesito idiomas  e português na mesma frase, eu sei que não é uma colocação correta, mas pare e pense comigo, quem lê os clássicos (Jorge Amado, Eça de Queiroz, entre outros) e lê os mais vendidos (dito Best seller), percebe uma diferença tamanha na forma de escrita e na compreensão de um texto, nos primeiros existe uma abundância de palavras e alguns requintes de sofisticação e no segundo parece existir um boicote ao  pensamento, tudo é dito direto demais. Embora o idioma seja o mesmo a tradução mental é outra. Assim me sinto no curso de história.
E isso tem me encantado. 
É um desafio.
 Adoro


Agora me conta, como está você diante dos desafios que a vida apresenta? 
Não tem reclamado muito né?
Sabe que não adianta, o que vale é tentar envolver-se e descobrir uma forma de conseguir evoluir.


Muita Luz e Paz
Abraços

Eu cheguei ao fundo!

Sim, senhoras e senhores, eu Adelaide Araçai admito cheguei ao fundo. 
Confesso que foi difícil, uma luta árdua, buscas constantes.
Em certos momentos achei que era impossível, pensei em largar tudo, desistir. 
Até que vieram as férias, e com ela longos dias chuvosos. 
Muita coisa acumulada, muita energia guardada, e........
muita, mas muita vontade de ao menos uma vez neste ano acabar com o ciclo vicioso que se instalou. 
E pasmem... 
ele existe é lindo e o prazer de encontrá-lo é enorme. 
Por isso vim aqui humildemente partilhar com você, ou melhor dizendo...
dar meu testemunho de fé. 
Pois eu, após uma batalha que acreditei ser inglória, consegui. 
E se eu uma reles mortal consigo.
Você também consegue encontrar 
Tirei foto para que você o admire
Talvez o seu seja parecido com o meu
Não tenha medo, um dia, eu espero que em breve.
Você irá encontra-lo
E então poderá dirigir o olhar com calma, quase como num romance
Sabe quando você está a procura de algo e não consegue, parece que tudo conspira contra, mas 
Ao encontrar você sente algo inexplicável
Atingiu o seu objetivo
Ali está o fundo do cesto de roupas para passar, à meses eu não conseguia vê-lo
Como é liso, belo e perfeito, espero não demorar muito para encontrá-lo novamente.
Afinal o fundo do cesto, do meu cesto de roupa para passar existe.



Ps.: Esse é aquele momento em que "todAS ajoelhA e grita aos céus Aleluia!"....kkk 













Eu sei e vou te contar sem o menor pudor, eu não acreditava que algum dia neste ano eu o veria novamente. Pois não conseguia mais respeitar a máxima que diz:
"roupa pra passar não pode se encontrar"

Fala sério, você tem algo que não acredita, depois de tudo que te contei?
Depois dessa eu já estou acreditando em tudo........ tá em quase tudo. 
Já marquei um encontro com o fundo do cesto para dezembro. 
Por ora vou ali ficar admirando ele, você não reparou mas eu tirei foto dele aqui na minha sala, no "meu" sofá (onde gosto de repousar) vai que ele se anima e me faz companhia por mais tempo....rsrs


Muita Luz e Paz
Abraços

Deu merda!!

Bem agora está aberta oficialmente a temporada de check up, estou aproveitando para fazer exames de rotina e outros que foram solicitados pelos médicos que precisei consultar nesse último mês.
Chequei no laboratório, em jejum com uma “resma” de solicitação de exames. Sério, parecia uma bíblia dado o volume de papel que existia. Era solicitação do cardiologista, do nutrologista e do pneumologista. Mas a pessoa aqui não leu, sabia por “intuição” que era exame de sangue. A hora que “o” recepcionista perguntou se eu tinha colhido as fezes, eu quase surtei:
- FEZES!!!!! (gritei) não são apenas os exames de sangue??? (consegui falar com a voz mais controlada)
- Não. Tem solicitação de fezes aqui  - ele falou apontando com o dedo na guia em questão – vou lhe dar o potinho e após colher é só trazer para a gente.
Até aí tudo bem,  a pessoa que fez a coleta de sangue era um amor, mão leve, simpática, foi rápido e quase indolor (lembre que eu tenho medo, então dói qualquer buraquinho que façam em mim). Vim para casa com aquele potinho mi-nus-cu-lo, arquitetei uma “forma” de conseguir rechear o tal “potinho”. Plano elaborado, vontade chegou eu fiz a “coleta”. Coisa normal para qualquer ser humano normal (e lamentavelmente eu não sou normal.... ah! Como foi dificil), lavei o potinho por fora, coloquei na sacolinha e levei para o laboratório. Quando cheguei lá me bateu uma vergonha. Coloquei a sacolinha em cima da mesa e falei com “o recepcionista” olhando para a parede que ficava atras dele. Ele fez a “etiquetinha” e me deu para conferir o nome. Li, vi que estava correto, devolvi, agradeci e sai de lá correndo.
A sensação era de estar expondo algo muito intimo, estava rubra de vergonha.  Acho que se eu tivesse saído de casa pelada e seguido até lá não me envergonharia tanto. O fato de aventar a possibilidade de por algum acaso, ele tivesse pego o potinho para etiquetar, pois a simples ideia de que alguém fosse fazê-lo já bastou para me enrubescer. Sorte que ele foi rápido, pegou a sacola e a etiqueta e virou-se para um outro balcão. Já na rua comecei a imaginar o exame e me senti mais invadida, exposta.....não sei explicar, mas sabe é uma coisa minha, MEUS dejetos. Nem eu “olho” para eles, agora um estranho vai “estudá-lo. Será que mastiguei bem os alimentos. Será que comi rápido, não mastiguei direito..... e vai que ficou algo inteiro ali.... Argh! Era melhor ter feito uns dois dias de dieta e levar uma “amostra” melhor... 

Eu Sei e vou te contar, você está surtando aí e pensando no que isso tudo interessa a você. Vou ser sincera, talvez não te interesse saber que eu não me envergonho de cair em público, ou falar algo em um volume mais alto. Mas me envergonho com um exame que ERA para ser tão natural, afinal todo mundo faz, alguns nem todos os dias, mas faz nem que seja uma vez por semana.  Achei que era válido dividir isso com você. E descobri quem é do meu time, do tipo que tem vergonha de algo esdrúxulo ou não tem. As vezes acho que só tenho vergonha daquilo que ninguém mais tem...rsrs

Muita Luz e Paz
Abraços




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