O filho do meio - Sanduiche

É somos em quatro filhos, 3 meninas e 1 menino, eu sou o sanduíche (ou filho do meio), imagina que a diferença é de 7 anos para irmã mais velha, e 6 para meu irmão, até então eles nunca precisaram dividir nada pois cada um tinha sua particularidade, era o privilegiado a sua maneira. Minha irmã conta que quando eu nasci ela me odiou, pois mataram seu galinho-galisé para fazer canja para a mãe....rsrs. As vezes quando nos reunimos começamos a lembrar de como era e é claro que começamos rindo e terminamos chorando de tanto rir.....
Eu fui aquela criança que teve que se virar sozinha, pois meus irmãos me contavam como fazia, para que eu não desse trabalho, aprontei muito, brincava na chuva, joguei em todos os times do municipio (joguei volei, handball, futebol de campo e futebol de salão) fiz todos os cursos que minha mãe pode pagar (datilografia, desenho e pintura em pano de prato, em camisetas) e com minha mãe aprendi TUDO que precisei para viver plenamente. 
Mamãe ensinou-me a ler aos 4/5 anos (é que ela costurava para fora - e eu não parava de reclamar querendo atenção e que ela lesse os gibizinhos) então ela num rompante me ensinou as letras e me mostrou como junta-las, logo eu estava lendo para ela, enquanto ela costurava, costurava e costurava. Quando ela tinha encomenda de bordado, ela me ensinava a bordar, ou a tricotar....como eu sempre queria atenção (era e sou muito carente) ela me ensinava, pois assim ficavamos lado a lado fazendo (claro que eu cansava e saia brincar com as amigas da vizinhança, mais depois voltava...rsrs) O mais legal é que uma complementa a outra, mamãe tricota, só de olhar um trabalho, eu leio receitas e reproduzo.
Eu fui uma criança terrível, com uma energia interminável, tudo o que eu tocava desmontava, não tinha muita calma, via correndo e pulando, aprendi a andar de bicicleta sem ter tido uma (aprendi numa bicicleta barra forte-olha a idade...só quem tem mais de 30 ou mora no interior vai saber que bike é essa-que tem um ciculo no meio do varão e eu andava de lado com as pernas que passavam abaixo do varão) empinei pipa, andei da carrinho de rolimã, subia em arvore e comia a bergamotas do vizinho por achar que eram mais gostosas do que as que tinha em casa. Subia no telhado da casa da minha mãe pelos fundos da casa e andava até a varanda da frente..... só para comer bergamotas (acreditava que as mais gostosas ficavam em cima da casa - e é claro quebrava todas as telhas, mas como o meu anjo da guarda é forte...nunca cai de lá...nem quando pulei da varanda até a garagem que ficava a + ou - 1metro de distância)
Apanhei, mais apanhei muito, e sempre falava para meus pais: - Se eu aprontar pouco ou muito a surra será a mesma. Trabalho fora  desde os 11 anos (quando fui contratada como letrista para uma pessoa que confeccionava placas) Aos 16 anos fui morar em Curitiba, para trabalhar e estudar (com a ajuda de minha irmã-meu anjo da guarda). Em resumo fui uma criança saudável, um adolescente tradicional (cheio de revolta...rsrs) e sou uma adulta complicada e muito Feliz.

Abaixo você pode conferir a arte feita pela minha filha e que eu manterei na barra lateral do meu blog, afinal ela é o orgulho da mamãe coruja.


Eu sei, eu sei, você também acha que eu devo fazer terapia, e eu vou te contar que mnha terapia tem sido escrever aqui... minhas alegrias e minhas decepções, medos e superações, minha vida. Afinal Eu sou feliz e para isso você verá não existe formula mágica, apenas uma maneira de encarar a vida e aprender a agradecer por tudo de bom que se tem.
Abraços


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