Eu e o Natal - O Natal e eu

Nesse final de semana vi, no facebook, a querida Cissa Branco com um dilema sobre o Papai Noel e seu filho com DNA alienígena, contar ou não contar a verdade sobre o bom velhinho?

Lembrei-me de como sempre foi em minha casa, Papai Noel sempre foi muito injusto, fazíamos a Ceia natalina na casa de meu avô paterno militar, rígido que fazia questão de fazer as compras do mês para cada um dos 8 filhos (além dos presentes aos netos). Mas isso tinha um preço muito caro, seus filhos deveriam portar-se de acordo com o que ele queria. Então imagina, você sempre dependendo da ajuda do teu sogro, minha mãe não aguentava mais os nossos pedidos de compra isso mãe, compra aquilo e um belo dia ela arranjou um emprego (e mulheres da família não trabalhavam fora) foi uma afronta. Mas o salário de meu pai não era suficiente para as nossas necessidades. Foi assim que meu avô parou de ajudar minha família com a compra do mercado e os presentes. Mas fazia questão de reunir todos os filhos no Natal e comprar presentes lindos e enormes para os outros netos menos para nós. Lembro até hoje o ano em que minha prima ganhou uma cozinha enorme e uma boneca e eu e minha irmã caçula ganhamos um bonecão inteiro de plástico que era o que minha mãe tinha condições de solicitar ao Papai Noel. Só adulta percebi a tristeza da situação, e a maldade de meu avô.

Ensinei minha filha, desde pequenina, que os pais trabalham muito e mandam o dinheiro que podem ao Papai Noel é com esse dinheiro que ele compra a matéria prima para a confecção dos presentes (sim meu Papai Noel é artesão). Por isso quando ela queria brinquedos caros, ela sempre perguntava se aquele em especial daria para ele construir com o dinheiro que mandamos ao longo do ano. 
Também fazíamos agora no inicio de Dezembro uma seleção de brinquedos com os quais ela não brincava mais e que estavam em boas condições, limpávamos e embalávamos para levar a instituições que entregavam estes presentes para que ele desse aquelas crianças que se comportaram mas os pais trabalharam o ano inteiro e não sobrou dinheiro para mandar ao Papai Noel.

O dia em que um amigo falou a ela que o Papai Noel não existia, ela trouxe a amiga até mim e falou:
- Mãe, explica para ela que o Papai Noel só existe para quem acredita.
Naquele sábado levei as duas para assistir "Expresso Polar" ao sairmos do cinema, ouvi o seguinte:
- É bem assim o Papai Noel existe para quem acredita e ele não pode ser visto ou tocado ele é sentido né mãe.

Até hoje eu acredito no Papai Noel, e no espírito natalino. Sabe aquele sentimento que faz o mais avarento despedir-se das pessoas com quem trabalhou o ano inteiro com desejos de Boas Festas e quiçá  algumas balinhas, um aperto de mão ou talvez um abraço.


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Lembre-se o importante é a troca de amor, carinho e se for se entregar ao consumismo faça de maneira consciente, Dê presentes Artesanais.


Muita Luz e Paz
Abraços


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