O que eu ando fazendo

Nos últimos anos aqueles que me acompanham, seja na vida real ou na virtual,  me ampararam nos diversos obstáculos com a saúde de minha mãe, minha filha, meu marido e de minha sogra. Aliado aos problemas de saúde, seja física ou emocional, eu estava em fase de conclusão da graduação em História, colecionando inúmeros trabalhos, seminários, palestras e o temido TCC, numa trama psicológica digna de Hollywood, ou se preferir um roteiro de novela mexicana, ou até pior.....

Resultado de todos esses embrólios foi satisfatório, mamãe medicada; eu conclui o curso de História, apresentei TCC e fui aprovad; filha com saúde, marido também. 

Começamos a pensar em férias a dois para vivenciar novas culturas, para isso fomos fazer o visto americano, caso decidissemos por um roteiro nas terras do TIO SAM (contei sobre isso aqui).

Passado alguns meses o estresse do trabalho mantinha os resultados dos exames de sangue do marido sempre alterado, o medico dele sugeriu que pensasse em algo para mudar o quadro, foi assim que a opção de uma licença "sem remuneração" se tornou atrativa, ficar um tempo literalmente sem o estresse emocional que o trabalho lhe impunha. Para que isso fosse possível tomamos algumas medidas drásticas como, vender o que tinhamos e sair do aluguel indo morar no nosso apartamento em Curitiba. Reduzimos ao máximo nossos custos. 

Feito isso dedicamos alguns meses para cursos profissionalizantes que fossem mais força física do que mental. Quando o curso estava acabando conversamos sobre o que fariamos com nossas vidas pós curso, pensamos em fazer uma viagem porém o custo da hospedagem estava além do que poderiamos arcar. Um amigo que mora fora do Brasil nos falou para virmos que ele nos hospedaria e assim aproveitávamos para aprender inglês ou pelo menos desestressar. Contou que tinha comprado uma casa e estava reformando por conta própria, se não nos incomodássemos com a bagunça as portas estavam abertas.

Foi assim que entramos para passar 25 dias nos Estados Unidos. A cidade é pequena e bem acolhedora, tem muito brasileiro na região, as vezes você está no mercado, e ouve alguém conversando em português. 😂😂😂😍

Não estamos tendo custos com a moradia, estamos ajudando nas tarefas da casa e reparos, e assim temos nos divertido sendo parceiros, e na medida que o nosso bolso permite, visitamos as cidades vizinhas para participar de cursos gratuitos de inglês e conhecer um pouco mais a região, e eu tenho postado as imagens aqui ou no face para que mais pessoas possam "viajar" na nossa viagem.

SOBRE meu inglês: ACONTECE QUE eu entro em pânico toda vez que alguém fala comigo em inglês e as palavras somem da minha mente. Os 25 dias passaram mas nossos amigos nos convenceram a fica para as festividades e assim podermos ter neve para alegrar nossos dias, nosso visto é válido por 6 meses, com ele podemos ficar para caminhar, visitar, viajar, comprar, consumir e conhecer, só não podemos trabalhar.

Assim estamos em terras estrangeiras, e as vezes cometemos algumas gafes, alguns deslizes, mas as pessoas são muito educadas e compreenssivas (material para postagens futuras, aguarde).

Nossos amigos são divertidos e nos acolheram com muito carinho.
Estamos vivendo na prática aquele velho ditado 
"Quem tem amigos, tem tudo"

Claro que eu adoraria conhecer mais cidades por aqui, mas para isso eu preciso de mais vocabulário, menos medo de falar e mais dinheiro. Se você trabalhar aqui e ganhar no dinheiro daqui, é tudo muito barato, o caro aqui é moradia, saúde. 

Como somos turistas, só estamos passeando, conhecendo e vivendo, estou encantada com quase tudo, o fato de ter cursado história, de conhecer um pouco da História dos EUA (Obrigada professor Joacir!) não me permite acreditar na mágica do todo, pelo contrario me faz ver o quanto aqueles que só se apegam ao fator TER se iludem fácil e não veem o motivo que faz as coisas funcionarem, mas esse é um assunto para um próximo post.

Quando me questionam se vou ficar morando aqui respondo que adoraria, mas não sirvo para viver como ilegal, gosto de ser livre para ir e vir quantas vezes quiser e se ficar mais do que me foi permitido, não poderei sair mais, pois se sair não posso retornar, e se por algum motivo eles me prenderem podem me deportar, etc..... 

Mas e se ao chegar aqui eles não permitissem que eu entrasse?
Teria perdido o dinheiro das passagens e a oportunidade de conhecer, mas tudo bem, eu voltaria para casa e no futuro investiria em conhecer a Europa (meu sonho inicial). 

Ou seja, gosto de me sentir livre.

Fica a dica para morar aqui é preciso de um milagre, esse milagre pode ser um visto de trabalho ou green card e a oportunidade de trabalho junto, ou bolsa de estudos também.

Tenho pensado em, se no futuro eu desejar voltar, gostaria de trabalhar por uns seis meses, para relmente interagir mais com as pessoas que aqui residem, e conhecer seus hábitos, mas para isso seria necessário um visto de trabalho (isso é mais dificil) mas teria a oportunidade de ganhar em dólar para poder viajar pelo país e gastar como um nativo...... (eis o sonho do momento)

Em breve conto mais da estada em terras da América do Norte
Um lugar que nunca pensei em conhecer
Meu planos nada secretos sempre foram conhecer a Europa
Mas nem tudo que planejo dá certo
Na real sempre dá errado
Mas nunca perco uma oportunidade que acena para mim
Por isso estou aqui

E você me conta, o que anda fazendo?

Muita Luz e Paz!
Abraços


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